Volume II: Os Miseráveis; Noventa e Três; História de um crime.
Edição em papel bíblia,
ilustrada com dois retratos do autor em anterrosto.
Volume II: Os Miseráveis; Noventa e Três; História de um crime.
Edição em papel bíblia,
ilustrada com dois retratos do autor em anterrosto.
Tendo em conta a seriedade selectiva e a competência dos
colaboradores, torna-se evidente que esta obra será acolhida como um contributo
decisivo e necessário à difusão da cultura e ao exacto conhecimento das
personalidades que, desde o fins do século XVIII até ao nosso tempo, mais se
distinguiram no mundo civilizado.
Este livro foi escrito em 1977, no Brasil, onde Marcello Caetano estava exilado. Mais do que umas memórias de Salazar, acaba por ser uma autobiografia política. Trata, levemente, do seu caminho para a vida adulta e desta, com mais profundidade, na política do Estado Novo (1933-1974).
Mais tarde, cultivou amizades com marginais, prostitutas, loucos e artistas malditos, que lhe abriram as portas do meio literário. Desejando ser admirado e distinguido como grande poeta, prestou uma atenção obsessiva a tudo o que sobre ele se escrevia e dedicou-se a influenciar e condicionar essas opiniões. Em paralelo, entregou-se às paixões, viveu em depressão e melancolia, casou duas vezes, foi perseguido pela PIDE e pela censura, passou fome e refugiou-se na solidão.
Teve vários empregos: delegado de propaganda médica, meteorologista, publicitário, angariador de clientes para prostitutas, redator de notícias na rádio, ajudante de produção na RTP, etc. Viveu em Luanda, como repórter, e conheceu os horrores da guerra, tendo escapado, por milímetros, à morte. Incapaz a nível doméstico e pai de dois filhos, aos quais nunca consagrou o afeto expectável, só se dava a sacrifícios pelo trabalho literário.
Nesta biografia, com recurso a cartas do próprio e a testemunhos inéditos de quem mais de perto com ele conviveu, o sociólogo e investigador João Pedro George apresenta, pela primeira vez, e com grande nitidez, o ser humano por detrás do poeta Herberto Helder: uma pessoa grande e pequena, ingénua e maliciosa, bondosa e perversa, humilde e vaidosa, cordial e calculista, inspirada e atormentada, brilhante e viciada na retórica, genial e machista. Um homem, enfim, em quem o vácuo moral corria parelhas com a grandeza dos momentos de altíssima inspiração."
Este livro foi escrito em 1977, no Brasil, onde Marcello
Caetano estava exilado. Mais do que umas memórias de Salazar, acaba por ser uma
autobiografia política. Trata, levemente, do seu caminho para a vida adulta e
desta, com mais profundidade, na política do Estado Novo (1933-1974).
Este livro inclui ainda o estudo inédito de José Freire
Antunes, Salazar e Caetano nas Encruzilhadas do Estado Novo que, com o
distanciamento que o tempo já permite e a autoridade de estudioso da História
recente de Portugal, põe em relevo a importância historiográfica de Minhas
Memórias de Salazar para a contextualização do Estado Novo e das relações entre
os dois governantes."
Nenhuma individualidade política do seu tempo foi tão discutida como a sua. Em todas as nações, em todas as línguas da Europa, vozes levantaram-se a exaltar ou combater o Marquês de Pombal. Histórias, biografias, memórias, apologias, panfletos, pasquins, em sua vida e depois da morte, imenso é o número de tais escritos; mas, à primeira vista se reconhece que uns exaltam em demasia, que outros caluniam sem recato. Importa pôr de banda o que rescende controvérsia; consultar na origem os documentos; escutar testemunhas de presença. E primeira dessas testemunhas será o Marquês nos escritos íntimos, ou que deviam ficar no segredo dos arquivos.