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domingo, 11 de janeiro de 2026

Montra, que nostalgia !

Esta tradição de "ir ver as montras", que outrora iluminava o passeio das famílias portuguesas, é agora resgatada pelo Canto III Livraria Alfarrabista através da tecnologia.

Ao transformar o ritual físico num deslumbre digital, a marca permite que a magia natalícia e outros momentos chegue a qualquer lugar, preservando a nostalgia das luzes e das cores de outros tempos.

Para quem deseja reviver ou descobrir este imaginário, pode explorar livros de literatura portuguesa e estrangeira, clássicos, filosofia, história, ciências, geografia, matemática, artes, policiais, arquitetura, banda desenhada, monografias, ficção cientifica, revistas, jornais &etc..., honrando-nos com a sua visita à loja física na Rua da Boavista, 320, na cidade do Porto e/ou online através do blog https://canto3livros.blogspot.com ou https://www.facebook.com, onde a montra do Canto III está à  distância de um clique na própria fotografia.


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Assim Falou Zaratustra

Título: Assim Falou Zaratustra
Autor: Friedrich Nietzsche
Editor: Edições 70
Ano: 2022
Dimensões: In 8º
Nº de páginas:  418 págs.
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom

Preço:   25,00 €
Referência: 2511010

Sinopse: 

"O mais inclassificável dos livros, «Assim Falou Zaratustra», agora em nova tradução de António Sousa Ribeiro, é um dos expoentes do génio humano. Algures entre o tratado filosófico, o poema, o texto sagrado e a tragédia, este é um livro sem par na história da literatura e da filosofia. Sobre ele, a filósofa Sofia Miguens escreveu: «Falando através da voz de Zaratustra, Friedrich Nietzsche clama: Acordem, ó homens! Acordem para aquilo que eu, o porta-voz da vida, o porta-voz do sofrimento, vos digo! E o que Nietzsche vem dizer é que a realidade não é racionalidade, mas vontade de poder, que os homens sofrem com a vontade de criação, mas que essa vontade pode chegar a querer-se a si mesma, pode chegar a querer o Eterno Retorno, pode chegar a querer exactamente aquilo que é. Esse pensamento do Eterno Retorno só poderá, no entanto, ser pensado pelo Übermensch, o super-homem, aquele que superou o homem porque sobreviveu à Morte de Deus, i.e., à constatação da ausência de qualquer finalidade moral para o Universo e para a vida. O super-homem sobreviveu à Morte de Deus e sobreviveu também ao niilismo passivo, à vontade de nada como vontade de extinção. O seu niilismo tornou-se um niilismo activo, diferente do desejo schopenhaueriano de dissolução e de morte, vistas como a única cura para a individuação. E assim, na imagética de Assim Fal[ou] Zaratustra, o espírito, na sua vida sobre a terra, deixou de ser o camelo, que carrega, deixou de ser o leão, que reage violentamente e quebra amarras, e passou a ser a criança – a leveza da existência e o "Sim" à vida.»" 

Do autor: "Friedrich Nietzsche (1844–1900), filho de pastores alemães protestantes, teve como guias espirituais Schopenhauer e Wagner, que depois rejeitou veementemente. Com uma vida atribulada, que terminará na loucura, e cheia de encontros e desencontros (com Wagner, Lou Andreas-Salomé, etc.), Nietzsche será o mais feroz crítico da moral cristã, da metafísica tradicional - que considera o ser como algo fixo e imutável - , e das ciências positivas e mecanicistas. Depois de ter sido visto como um filósofo pré-nazi, na sequência das suas concepções de vontade de poder e de super-homem, Nietzsche tornar-se-á um dos filósofos da juventude em revolta no final dos anos 1960, que a ele foi buscar o niilismo, a afirmação da individualidade e a crítica ao progresso cego. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental."

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Oito Séculos de Caça em Portugal

Título: Oito Séculos de Caça em Portugal
Autores: Miguel Sanches de Baêna, João Maria Bravo
Editor: Grupo BPI
Edição: Primeira edição - Edição Monumental
Ano: 
Tiragem: 3500 exemplares
Ilustrações: Profusamente ilustrado
Encadernação: Encadernação editorial com sobrecapa
Idioma: Português
Nº de Páginas: 290-II páginas
Dimensões: 35 cm x 27 cm x 4cm
Peso: 3000 gramas (3 Kg.)
Estado de conservação: Bom, exemplar muito estimado
 
Preço:  450,00 € + portes de envio
Referência: 2510002

Sinopse: Magnifica edição monumental, impressa em exclusivo para o B.P.I. fora do circuito comercial. Profusamente ilustrado abrange todas as modalidades de caça, armas, cães de caça, joalharia etc, um inventário da atividade cinegética realizado por quem conhece com profundidade e dedicação.

Do índice: Montaria; Falcoaria; O Cão de Caça; Armas de Caça; A Caça à Raposa a Cavalo com Matilha; A Caça Ligeira; Caçadas e Caçadores - memórias de caça; Armas e Caça na África 

domingo, 14 de setembro de 2025

Os Super-Homens

Título: Os Super-Homens
             Romance
Autora: Agustina Bessa-Luís
Editor: Livraria Portugália / Porto
Edição: Primeira edição
Ano: 1950 
Ilustrações: Capa da brochura com uma ilustração de Alberto Luís
Encadernação: Brochado
Idioma: Português
Nº de Páginas: 290-II páginas
Dimensões: In-8º - 16 cm x 21,3 cm 
Estado de conservação: Bom, exemplar muito estimado

Preço:  350,00 € + portes de envio
Referência: 2509030

Sinopse: Os «Super-Homens» é o segundo livro de Agustina-Bessa-Luís.

Livro muito raro, valioso e de muito difícil aparição no mercado alfarrabista, não tendo tido até aos dias de hoje nenhuma reedição.

Este livro deu origem à conhecida polémica entre a autora e Jaime Brasil.

«Jaime Brasil criticou implacavelmente o seu segundo romance - que comparado com obras primas seguintes era relativamente fraco e ela reconheceu-o, mas a questão é que o crítico, que era consagrado, não o censurou por isso mas por aquilo que considerava ser a imoralidade e indecência do romance. É verdade que o livro contém cenas de sexo, o que é atípico na ficção de Agustina, mas o crítico chegou ao ponto de afirmar que uma senhora nunca escreveria aquilo e até comparou em modos muito violentos a autora a uma cabra com cio. Usando uma linguagem sexista que hoje seria qualificada como de assédio, enquanto a uma mulher nos anos 50 era complicado responder a um ataque deste tipo.»

Personalidade peculiar e indecifrável, Agustina foi elevada pelos seus pares ao estatuto de “génio” e de “deusa”. Nunca teve dúvidas do seu talento, mas também enfrentou a crítica, sobretudo no início. 

"O seu lugar de eleição para trabalhar era uma poltrona, com uma mesa redonda ao lado para pousar livros e jornais, numa sala de sua casa que dava para um pátio, que por sua vez tinha vista para o Douro. Enquanto passava os pensamentos para o papel – como recordou a filha, Mónica Baldaque, na sessão de apresentação de Ensaios e Artigos (1951-2007) na Fundação Calouste Gulbenkian – sustinha a respiração, como se até um pequeno sopro pudesse perturbar o resultado."

«Agustina Bessa-Luís escrevia sempre à mão, numa caligrafia miudinha e apertada, com uma caneta de tinta azul. As palavras sucediam-se sem desvios e sem hesitações, preenchendo o espaço da folha branca de forma regular, como se tivessem por baixo linhas invisíveis para as orientar.»

«Depois era o marido, Alberto Luís, quem batia os textos à máquina, corrigindo aqui ou ali alguma incongruência. “Quando o manuscrito era passado à máquina os dois tinham grandes conversas, porque sendo o meu avô uma pessoa do Direito poderia haver uma ou outra coisa que não lhe fazia sentido na história, e aí havia grandes discussões”, recordou a neta da escritora, Lourença Baldaque, numa entrevista ao SOL em 2017. “Às vezes a minha avó cortava a discussão e não queria saber».

«Agustina e Alberto Luís formavam um “casal intelectual”, que partilhava a paixão pelos livros, pelas conversas e pela troca de ideias. Mesmo para alguém com um feitio peculiar, não deixa de ser surpreendente a forma como Agustina conheceu o marido. Ela colocou um anúncio n’O Primeiro de Janeiro: “Jovem instruída procura correspondência com pessoa inteligente e culta”. Ele respondeu ao chamamento e assim iniciaram uma relação que resultou em casamento, em 1945, e que durou até ao fim da vida de Alberto, em 2017, aos 94 anos.»


sábado, 13 de setembro de 2025

Portugal Ourivesaria Portuguesa - Exposição Portuguesa em Sevilha

Título:  Portugal Ourivesaria Portuguesa
               Exposição Portuguesa em Sevilha
Autor: João Couto
Editor: Imprensa Nacional de Lisboa
Edição: 1ª edição
Ano: 1929
Encadernação: Brochado
Ilustrações: Ilustrado com foto-gravuras de várias peças intercaladas no texto.
Idioma: Português
Nº de Páginas: 42 páginas
Dimensões:  In-8º - 17,5 cm x 25,5 cm 
Estado de conservação: Bom exemplar, pequeno restauro na capa na parte superior junto à lombada e meio da parte inferior.

Preço:     20,00 € + portes de envio 
Referência: 2509010

Sinopse: "Em 1929, organizam-se em Espanha duas grandes Exposições Mundiais – A Exposição Ibero-Americana de Sevilha e a Exposição Internacional de Barcelona – concebidas como eventos autónomos e complementares, evocando os vínculos entre Espanha e as suas antigas colónias por um lado, e afirmando a aposta espanhola na industrialização por outro. 

A Exposição Ibero-Americana, aberta em 1929 por Primo de Rivera e pelos reis espanhóis, contou com a participação de Portugal, consubstanciada num grande pavilhão de exposições em que se plasmaram as divisas deste Evento: Indústria, Arte, História e Comércio. 

Assim,  editam-se  numerosos opúsculos no sentido  de  divulgar  a história  e excelência das paisagens, monumentos, tradições, produtos e serviços nacionais, exaltando as potencialidades estratégicas do país em diversos sectores."

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Lendas de Portugal

Título: Lendas de Portugal
Autor: Gentil Marques
Editor: Editorial Universus, Porto
Número de volumes: 5 volumes
Capa: Capa dura, encadernação editorial gravadas a seco e a ouro
Ilustrações: Profusamente ilustrados
Edição: 1ª edição
Dimensões:  19 cm x 25 cm
Número de páginas: 395 + 400 + 399 + 402 + 391 páginas respetivamente em cada volume
Estado de conservação: Bons

Preço:     187,50 € (5 volumes) - Acresce os portes de envio
Referência: 2310002 R

Sinopse: “Sempre a imaginação do povo tem exercido sobre mim um fascínio muito especial. Fascínio feito de surpresa e de admiração. E de Ingenuidade também. Por isso mesmo, desde muito novo me deixei enlear amorosamente pelas narrativas da tradição popular. Muito em particular por aquelas que, contadas e recontadas através dos tempos, vêm não se sabe donde e vão não se sabe para onde. Direi melhor, e bem à minha maneira, simples e sincera, aprendida com o povo: gosto muito de lendas! (...) E porque na sua maioria — senão totalidade — são essencialmente lendas populares — que o mesmo é dizer: são lendas conhecidas, contadas pelo Povo e recontadas por mim numa linguagem simples, acessível, como acessível e simples é o próprio Povo — limito-me  a chamar a atenção do leitor desprevenido para a riqueza de temas que tive a sorte de encontrar.” — retirado de Breves considerações sobre o significado e o conteúdo destas Lendas de Portugal.
Cuidada edição desta colectânea das mais belas e conhecidas lendas populares portuguesas, contadas pela sensibilidade de Gentil Marques.
Profusamente ilustradas a negro e a cores, pelos pincéis e lápis por consagrados artistas portugueses, de que salientámos os nomes de António Soares, Thomaz de Mello, Luís Filipe, Estrela Faria, Resende, Augusto Gomes, Manuel Lapa, Júlio Gil, Martins da Costa, João Abel Manta, Paulo Guilherme, Frederico George, Câmara Leme, Camarinha, Sarah Affonso, Isolino Vaz, Amândio Silva, Carlos Carneiro, Lima de Freitas, Fernando Azevedo, António Sampaio

Lendas de Portugal

Título: Lendas de Portugal
Autor: Gentil Marques
Editora: Circulo de Leitores
Ano: 1997
Encadernação: Capas duras,  editoriais, com sobrecapas
nº de volumes: 5 volumes 
Nº de Páginas: 
Dimensões: 16,5 cm x 22,5 cm
Estado de conservação: Bons exemplares
Ilustrações: Profusamente ilustrados
Idioma: Português

Preço:    62,50 €  (5 volumes) + portes de envio
Referência: 2508003 R

Sinopse: “Sempre a imaginação do povo tem exercido sobre mim um fascínio muito especial. Fascínio feito de surpresa e de admiração. E de Ingenuidade também. Por isso mesmo, desde muito novo me deixei enlear amorosamente pelas narrativas da tradição popular. Muito em particular por aquelas que, contadas e recontadas através dos tempos, vêm não se sabe donde e vão não se sabe para onde. Direi melhor, e bem à minha maneira, simples e sincera, aprendida com o povo: gosto muito de lendas! (...) E porque na sua maioria — senão totalidade — são essencialmente lendas populares — que o mesmo é dizer: são lendas conhecidas, contadas pelo Povo e recontadas por mim numa linguagem simples, acessível, como acessível e simples é o próprio Povo — limito-me  a chamar a atenção do leitor desprevenido para a riqueza de temas que tive a sorte de encontrar.” — retirado de Breves Considerações sobre o significado e o conteúdo destas Lendas de Portugal.

Ampla coletânea das mais belas e conhecidas lendas populares portuguesas, refundidas pela sensibilidade de Gentil Marques. “(…) E porque na sua maioria — senão totalidade — são essencialmente lendas populares — que o mesmo é dizer: são lendas conhecidas, contadas pelo Povo e recontadas por mim numa linguagem simples, acessível, como acessível e simples é o próprio Povo — limito-me a chamar a atenção do leitor desprevenido para a riqueza de temas que tive a sorte de encontrar.”

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Anastácio Ramos (Um Operário com História)

Título:  Anastácio Ramos
              (Um Operário com História)
Por: J. Silva 
Editor: Edição do autor
Edição: Primeira edição
Ano: 1958
Encadernação: Brochado
Idioma: Português
Nº de Páginas: 
Dimensões:  In-8º 
Estado de conservação: Exemplar estimado, com sinais de acidez na capa.

Preço:     30,00 € + portes de envio - Exemplar valorizado com dedicatória do autor. 
Referência: 2508001

Sinopse: "Operário metalúrgico no Porto, Anastácio  Gonçalves  Ramos desenvolveu importante intervenção sindical e política   durante   a  1.ª   República ,   sendo considerado  um   orador  que  galvanizava   os  comícios realizados   naquela   cidade   devido  aos  seus  dotes  de oratória. Preso por diversas vezes, tornou-se militante do Partido    Comunista    Português    aquando    da    sua  implantação   no   Porto,   participou    no    movimento revolucionário  de  3  Fevereiro  de  1927,  foi  deportado  para  os  Açores e para a Madeira, de onde se evadiu,  e esteve  exilado, por  pouco tempo,  em  Vigo.  Preso  dez  vezes  entre 1927 e 1938, conheceu, entre  outros  estabelecimentos prisionais, o Aljube do Porto e Peniche, voltando a ser detido pela última vez em 1949. Nome muito  respeitado  entre  o  operariado  e  o  sector  intelectual,  esteve  associado  à fundação  da  Sociedade  Editora  do  Norte  e , quando esta  foi encerrada  pela PIDE, criou a biblioteca itinerante "Afonso Ribeiro".  Faleceu  em 1957, tendo, em 1958,  José da Silva, seu camarada um pouco mais velho,  escrito o opúsculo Anastácio  Ramos - Um Operário com História [Edição do Autor, 1958]. Em 1968,  foi organizado  uma romagem  ao cemitério de S. Mamede de Infesta, onde está a sua campa, sendo oradores vários antifascistas.

Anastácio Gonçalves Ramos nasceu em 26 de Fevereiro de 1898, em Vizela. 

"Operário funileiro / zinqueiro, cedo se destacou enquanto organizador de greves sócio-profissionais no Porto - tipógrafos, construção civil, Carris, manipuladores do pão - e orador em comícios. Em 1919, era um dos dirigentes do movimento operário do Porto, representando os operários funileiros na União Sindical Operária, tendo discursado, em 14 de Outubro desse ano, no comício realizado contra a carestia de vida, a par de Joaquim Silva, Secretário-Geral da USO, David Oliveira, Domingos Pereira, Frederico Tavares, Guilherme Gonçalves Baptista, José da Silva Miranda (classe dos tecelões de seda), Maciel Barbosa e Serafim Cardoso Lucena. Ainda nesse período, assinou, pontualmente, um texto no semanário A Bandeira Vermelha, órgão da Federação Maximalista Portuguesa, publicado em 1919-1920."

"Dentro do movimento sindical, Anastácio Ramos tornou-se partidário da Internacional Sindical Vermelha e integrou o Núcleo Sindicalista Revolucionário do Porto, dinamizado pelo sapateiro José da Silva. Pouco depois, passou a militar no Partido Comunista e integrou a sua primeira direção local, presidida por José da Silva e composta, ainda, por António Nunes, chefe de armazém, e José Moutinho, empregado de escritório."

"Enquanto membro da direção do Norte do Partido Comunista, interveio, em Março e Abril de 1926, no Bloco de Defesa Social criado no Porto para denunciar as deportações por motivos sociais e combater o avanço do fascismo, sendo um dos oradores nas sessões e comícios então realizados. No dia 4 de Abril, no comício realizado na Alameda das Fontainhas, foi um dos que discursou, juntamente com oradores que representavam outras formações e sensibilidades políticas e sindicais: Américo Cardoso (Partido Republicano Radical); Cerdeira Paiva (republicano liberal); Jerónimo de Sousa (da Confederação Geral do Trabalho, mas que falou a título pessoal); José Domingues dos Santos (Esquerda Democrática); Marcelino Pedro (Câmara Sindical do Trabalho do Porto e redator de A Comuna); e Raul Tamagnini Barbosa (do Partido Republicano Radical, mas que também tomou a palavra enquanto)."

"Durante as comemorações do 1.º de Maio de 1926, interveio, enquanto membro do Partido Comunista, no comício realizado nas Fontainhas, tendo sido alvo de ataques de sectores anarco-sindicalistas. Segundo José da Silva relata nas suas Memórias de um operário, Anastácio Ramos, «com a sua voz de trovão, chamou a si a atenção geral da grande assembleia» e, «como era do seu estilo [...] abriu as suas considerações com um violento ataque ao Capitalismo, lançando-lhe os seus anátemas ao jeito de excomunhões, tática que sempre levava ao rubro os trabalhadores que o escutassem, o que desde logo lhe granjeou uma formidável ovação». 

"Ainda no mesmo mês, fez parte dos sete delegados do Porto ao II Congresso do Partido Comunista, realizado em Lisboa nos dias 29 e 30. Preso e libertado várias vezes durante a 1.ª República, Anastácio Ramos terá sido o principal promotor do Socorro Vermelho Internacional na cidade do Porto e as prisões iriam suceder-se com o triunfo da Ditadura Militar e a fascização do país."

"Participou, com o seu grupo, na revolução de 3 Fevereiro de 1927, refugiou-se em Espanha na sequência do seu fracasso (Processo 37/Porto) e terá sido preso ainda em 1927, disso dando conta Augusto Alves Rito em carta a Bernardino Machado, datada de 17 de Setembro desse ano: «[...] no Porto foi também preso o Anastácio Ramos, que esteve na Corunha também emigrado. Este Ramos é aquele rapaz comunista, para quem eu pedi a V. Ex.ª que o Cônsul lhe passasse um salvo-conduto» [(1927), Sem Título, Fundação Mário Soares / DBG - Documentos Bernardino Machado, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_100433 (2020-6-8)]."

"O seu Cadastro Político, arquivado na Torre do Tombo, começa por indicar a influência que, enquanto sindicalista comunista, Anastácio Gonçalves Ramos tinha na mobilização dos operários, datando de 9 de Fevereiro de 1928 a primeira prisão registada enquanto preso pela Delegação do Porto, «por ser revolucionário avançado» e «elemento comunista»."

"Libertado em 29 de Abril de 1928, manteve-se sob vigilância do «agente secreto N.º 39» e voltaria a ser preso pela Delegação do Porto em 1 de Outubro de 1930, a pedido da Polícia de Lisboa. Enviado para a capital no dia seguinte, acusado de fazer «parte de um grupo organizado pelo Comité Secreto do Partido Comunista e dedicado à prática de atentados pessoais», foi deportado para os Açores em 8 de Outubro [Processo 4695-J]. Seguiu na embarcação "Lima" juntamente com os militantes comunistas António Nunes, Bento Gonçalves, Francisco Pereira de Sousa e José da Silva, para além de outros deportados políticos, tendo sido cantada a Internacional pelos «presos e muitos seus familiares e amigos que deles se foram despedir à praia de Santos, em Lisboa» ["Comunistas deportados", Avante N.º 1735, 01/03/2007]."

"Evadiu-se, em 13 de Abril de 1931, da Ilha da Madeira, onde estava com residência fixada, a bordo do vapor "Guiné", juntamente com o comandante Sebastião da Costa e outros. Desembarcou em frente de Tavira, seguiu para o Norte, onde permaneceu alguns dias em Espinho e, depois, seguiu para Vigo, onde permaneceu até próximo do Natal. Regressou a Portugal e refugiou-se em sua casa, onde foi preso em 26 de Junho de 1932. Por despacho do Ministro do Interior, foi mandado restituir à liberdade em 14 de Julho [v. Processo 96/Porto]."

"Preso, no Porto, em 10 de Maio de 1933, «por fazer distribuição de propaganda comunista», e libertado em 24 de Maio."

"Preso pela Delegação do Porto em 17 de Janeiro de 1935 e libertado em 19 de Janeiro, voltou a ser detido em 2 de Fevereiro, por «manter ligações com comunistas foragidos das Astúrias» [Processo 16/Porto, Processo 1388/SPS]. Enviado para o Aljube do Porto e libertado em 25 de Abril, voltou a a conhecer a prisão pela terceira vez nesses ano." 

Preso em 2 de Dezembro e enviado para Peniche em 22 de Dezembro. Aí permaneceu seis meses e foi tirada esta fotografia, cedida pelo seu primo Tiago Casal Ribeiro, onde constam, também, os presos políticos Manuel Casal Ribeiro, António Gomes da Silva, "O Russo", Horácio Monteiro Barbosa e Carlos Dias da Fonseca. 

 

[Fortaleza de Peniche || 1.º Semestre de 1936 || Em cima: Manuel Casal Ribeiro, António Gomes da Silva "O Russo" e Anastácio Gonçalves Ramos; em baixo: Horácio Monteiro Barbosa e Carlos Dias da Fonseca]

[Fotografia disponibilizada por Tiago Casal Ribeiro, neto de Manuel Casal Ribeiro e primo de Anastácio Ramos]

Voltaria ao Porto em 28 de Maio de 1936, onde foi julgado pelo TME em 5 de Junho e libertado no dia seguinte [Processo 2220/35].

As prisões sucediam-se e, em 17 de Outubro, seria detido pela Delegação do Porto e libertado em 23 de Dezembro de 1936. Novamente preso pela Delegação do Porto em 14 de Janeiro de 1938 e julgado pelo TME em 10 de Agosto, foi absolvido e libertado em 17 do mesmo mês [Processo 1184/37]. 

A sua última prisão, a décima primeira sob a Ditadura, data de 12 de Fevereiro de 1949, em Vila Nova de Gaia, onde vivia, sendo libertado em 26 de Março [Processo 1167/949].

Segundo depoimento de Carlos Pereira Soares, Anastácio Ramos terá sido «o homem mais espectacular que eu conheci em toda a minha vida. Ele deu-se muito bem com o Abel Salazar; com essa gente que parava ali na Brasileira, e no Rialto, e com outros fez uma associação, que era a SEN - Sociedade Editora do Norte. Tinham sócios, e era através dessa sociedade que a gente requisitava livros, toda a gente. A PIDE investe contra isso e acaba a SEN. E esse Anastácio Ramos faz uma biblioteca itinerante, chamada Afonso Ribeiro. Pegado ao Piolho, havia um café que era de um homem da oposição, e aí se juntavam os elementos da direção dessa biblioteca itinerante, emprestavam livros, a gente pagava 5 tostões ou 2 tostões ou 3 tostões, já não sei quanto era, e levava o livro para casa. Se não pagasse também levava» 

Faleceu em 1 de Junho de 1957, ano em que José da Silva editou, por conta própria, o opúsculo Anastácio Ramos (um operário com história). 

Dez anos depois, em 1968, Sérgio Valente fotografou a romagem feita ao túmulo de Anastácio Gonçalves Ramos, localizado no cemitério de S. Mamede de Infesta - Matosinhos, tendo discursado vários oposicionistas ao regime, como Neves Fernandes e Zé "Barbeiro".

 


 

 

 [Sérgio Valente, um fotógrafo na oposição || Edições Afrontamento || 2010]

NOTA I: Agradeço a Tiago Casal Ribeiro a relevante correcção do ano do falecimento de Anastácio Gonçalves Ramos, localizando-o em 1957 e não 1958. Segundo a mesma informação, datada de 11 de Agosto de 2020, o primo direito Manuel Casal Ribeiro também esteve preso em Peniche em 1935/36.

 NOTA II: Novo agradecimento a Tiago Casal Ribeiro pela fotografia dos cinco presos políticos na Fortaleza de Peniche, datada do 1º semestre de 1936 e enviada em 3 de Fevereiro de 2022.

 [João Esteves]

[corrigida data de falecimento em 11/08/2020]

[alterada em 04/02/2022]

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Antologia do Humor Negro

Título:  Antologia do Humor Negro
Por: André Breton
Prefácio de: André Breton
Tradutores: Aníbal Fernandes, Ernesto Sampaio, Isabel Hub, Jorge Silva Melo, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes.
Editor: Edição: Fernando Ribeiro de Mello - Afrodite
Edição: Primeira edição
Ano: 1973 (Abril)
Coleção: Antologia
Título original: Antologie de l`Humeur Noire
Encadernação: Brochado
Idioma: Português
Nº de Páginas: 848 págs. (1º vol.) e 736 págs. (2º vol.)
Dimensões:  In-8º de XXIII 454 (2) páginas
ISBN: 9789722516594
Estado de conservação: Exemplar estimado, com leves sinais de manuseamento nas capas de brochura, miolo em bom estado de conservação.

Preço:     47,00 € + portes de envio
Referência: 2507117

Sinopse: Obra com textos de Alberto Savino, Alfred Jarry, Alphonse Allais, André Gide, Arthur Cravan, Arthur Rimbaud, Benjamin Péret, Charles Baudelaire, Charles Cros, Charles Fourier, Chirstian-Dietrich Grabbe, D. A. F. de Sade, Marquês de Sade, Edgar Allan Poe, Franz Kafka, Friedrich Nietzsche, Georg-Christoph Lichtenberg, Germain Noveau, Giséle Prassinos, Jonathan Swift, Lichtenberg, Charles Fourier, Thomas de Quincey, Pierre Lacenaire, Grabbe, Pétrus Borel, Xavier Foneret, Lewis Carroll, Villiers de l`Isle - Adam, Isidore Ducasse, Huysmans, Tristan Corbière,  Alphonse Allais, Brisset,, O. Henry, Duchamp, etc

terça-feira, 22 de julho de 2025

D. Maria II - Uma Mulher entre a Família e a Política

Título: D. Maria II
             Uma Mulher entre a Família e a Política
Autor: Paulo Drumond Braga
Tradução: Teresa Figueira
Revisão: António Alves Martins
Impressão e acabamento: Orgal Impressores
Design: Fernando Pendão / Pendão & Prior, Lda.
Edição: Clube do Colecionador dos Correios
Formato: 24,5 X 24,5 cm
Nº de páginas: 220
Tiragem: 4 000 exemplares
Edição: Bilingue
Estado de conservação: Como novo, co caixa dos CTT

Preço:  35,00 €
Referência: 2507096

Sinopse: Paulo Drumond Braga é o autor desta edição bilingue que traça o percurso histórico e biográfico de D. Maria II (1819– 1853), rainha de Portugal. O seu nome está indelevelmente ligado ao triunfo do liberalismo e, ao mesmo tempo, às convulsões políticas que Portugal atravessou na primeira metade do século XIX.

Aos sete anos, tornou-se rainha de um reino que não conhecia e onde só desembarcaria oito anos depois, após  uma longa e penosa  luta pelo trono. Obtida a vitória,  à  tempestade  não se sucedeu a bonança e a soberana esteve no epicentro de cerca de duas  décadas de agitação política. A posteridade reteve ainda a imagem de uma esposa dedicada e uma mãe exemplar.

Com uma tiragem limitada a 4000 exemplares numerados, contém a emissão filatélica D.Maria II 200 Anos do Nascimento.

sábado, 19 de julho de 2025

História de Portugal

Título: 
 História de Portugal
Autor: Alexandre Herculano
Editor: Bertrand Editora
Edição: 
Ano: 2025
Encadernação: Capa mole, brochura
Idioma: Português
Nº de Páginas: 848 págs. (1º vol.) e 736 págs. (2º vol.)
Dimensões: 17,2 cm x 25,1cm 
ISBN: 9789722516594
Estado de conservação: Novos (esgotados)

Preço:    30,00 € + portes de envio (2 volumes)
Referência: 2507081

Sinopse: Compreende o período desde o começo da Monarquia até ao fim do Reinado de D. Afonso III.

Alexandre Herculano: Poeta, romancista, historiador e ensaísta português, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu a 28 de março de 1810, em Lisboa, e morreu a 18 de setembro de 1877, em Santarém. A sua obra, em toda a extensão e diversidade, ostenta uma profunda coerência, obedecendo a um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho mas também a sua vida.

Nascido numa família modesta, estudou Humanidades na Congregação do Oratório, onde se iniciou também na leitura meditada da Bíblia, o que viria a marcar a sua mundividência. Impedido por dificuldades económicas e familiares de frequentar a Universidade, preparou-se para ingressar no funcionalismo, frequentando um curso prático de Comércio e estudando Diplomática na Torre do Tombo, onde aprendeu os rudimentos da investigação histórica. Por esta altura, com 18 anos, já se manifestava a sua vocação literária: aprendeu o francês e o alemão, fez leituras de românticos estrangeiros e iniciou-se nas tertúlias literárias da marquesa de Alorna, que viria a reconhecer como uma das suas mentoras. Em 1831, envolvido numa conspiração contra o regime miguelista, foi obrigado a exilar-se, primeiro em Inglaterra (Plymouth) e depois em França (Rennes).

No exílio, aperfeiçoou o estudo da história, familiarizando-se com as obras de historiadores como Thierry e Thiers, e leu os que viriam a ser os seus modelos literários: Chateaubriand, Lamennais, Klopstock e Walter Scott. Em 1832, participou no desembarque das tropas liberais em Mindelo e na defesa do Porto, onde foi nomeado segundo-bibliotecário e encarregue de organizar os arquivos da biblioteca. Entre 1834 e 1835, publicou importantes artigos de teorização literária na revista Repositório Literário, do Porto, (posteriormente compilados nos Opúsculos). Em 1836, por discordâncias com o governo setembrista, demitiu-se do seu cargo de bibliotecário e publicou o folheto A Voz do Profeta. Em Lisboa, dirigiu a mais importante revista literária do Romantismo português, O Panorama, para que contribuiria com diversos artigos, narrativas e traduções, nem sempre assinados. Em 1839, aceitou o convite de D. Fernando para dirigir as bibliotecas reais da Ajuda e das Necessidades, prosseguindo os seus trabalhos de investigação histórica, que viriam a concretizar-se nos quatro volumes da História de Portugal, publicados no decurso das duas décadas seguintes. Foi precisamente por essa altura que se envolveu numa polémica com o clero, ao questionar o milagre de Ourique, polémica que daria origem aos opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. Eleito deputado pelo Partido Cartista em 1840, demitiu-se no ano seguinte, desiludido com a atividade parlamentar.

Voltou à política em 1851, fundou o jornal O País, mas logo se desiludiu com a Regeneração, manifestando o seu desagrado pela conceção meramente material de progresso de Fontes Pereira de Melo. Em 1853, fundou o jornal O Português, e dois anos depois foi nomeado vice-presidente da Academia Real das Ciências e incumbido pelos seus consórcios da recolha dos documentos históricos anteriores ao século XV - tarefa que viria a traduzir-se na publicação dos Portugaliae Monumenta Historica, iniciada em 1856. Neste mesmo ano tornou-se um dos fundadores do partido progressista histórico e em 1857 atacou a Concordata com a Santa Sé. Em 1858, recusou a cátedra de História no Curso Superior de Letras. Entre 1860 e 1865, envolveu-se em nova polémica com o clero, quando, ao participar na redação do primeiro Código Civil Português, defendeu o casamento civil. Em 1865, fruto das suas reflexões, saíram os Estudos sobre o Casamento Civil. Em 1867, desgostoso com a morte precoce de D. Pedro V, rei em quem depositava muitas esperanças, e desiludido com a vida pública, retirou-se para a sua quinta em Vale de Lobos (comprada com o produto da venda das suas obras), onde se dedicaria quase exclusivamente à vida rural, casando com D. Maria Hermínia Meira, sua namorada da juventude.

Apesar deste novo e voluntário exílio, continuou a trabalhar nos Portugaliae Monumenta Historica, interveio em 1871 contra o encerramento das Conferências do Casino, orientou em 1872 a publicação do primeiro volume dos Opúsculos e manteve correspondência com várias figuras da vida política e literária. Morreu de pneumonia aos 67 anos, originando manifestações nacionais de luto.

Título: História de Portugal
Autores:
Primeiro volume por: António Ennes.
Segundo volume por: Bernardino Ribeiro e Luciano Cordeiro.
Terceiro volume por: Alberto Pimentel.
Quarto volume por: Gervásio Lobato.
Quinto volume por: Eduardo Vidal.
Sexto volume por: Pinheiro Chagas. 
Ilustrações de: Manuel de Macedo. Officina Typographica de J. A. de Mattos. / Empreza Litteraria de Lisboa. Lisboa. 1876, e 1877. 6 volumes. Sinais de Manuseamento.
Editor: Officina Typographica de J. A. de Mattos. / Empreza Litteraria de Lisboa.
Edição: Primeira edição
Ano: 1876 (1º vol.) e 1877 (2º vol. ao 6º vol.)
Número de volumes: 6 volumes encadernados em 3 pares
Número de tomos: 3 tomos
Nº de páginas:

Vol I 331 Pgs. - Ano 1876
Vol II 385 Pgs. - Ano 1877
Vol III 386 Pgs. - Ano1877
Vol IV 361 Pgs. - Ano 1877
Vol V 336 Pgs. - Ano 1877
Vol VI 413 Pgs, - Ano 1877
Dimensões: 17,5 cm x 26 cm
Encadernação: Encadernação editorial, capa dura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bons exemplares

Preço:     225,00 € + despesas de envio  (6 volumes = 3 tomos)
Referência:  2507080

Sinopse: 

quinta-feira, 17 de julho de 2025

História da Arte

Título:
História da Arte Alfa
Autor: J. Pijoan
Editor: Edições Alfa  
Edição: Primeira edição
Ano: 1972
Número de volumes: 10 volumes
Nº de páginas: 
Dimensões:  22 cm x 30 cm
Encadernação: Encadernações editoriais em material sintético, com dourados nas lombadas 
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom

Preço:     150,00 € + despesas de envio (10 volumes)
Referência:  2507076

Sinopse: A expressão "História da Arte Alfa" refere-se a uma coleção de livros sobre História da Arte publicada pela Publicações Alfa. Esta coleção é conhecida por sua abordagem abrangente e pedagógica, utilizando uma linguagem acessível e inúmeras ilustrações para apresentar a história da arte desde a antiguidade até a modernidade. A coleção é composta por 10 volumes, que abrangem desde o Paleolítico até o final do século XIX.

A coleção "História da Arte Alfa" é reconhecida por sua divulgação ampla e acessível da história da arte, sendo uma referência importante para estudantes e entusiastas da área. A publicação, em sua época, foi um marco na popularização da disciplina, oferecendo um vasto leque de informações ilustradas.

A coleção aborda a história da arte desde a antiguidade até o final do século XIX, incluindo diversos períodos e movimentos artísticos.

A coleção é conhecida por sua linguagem clara e acessível, facilitando a compreensão dos temas por um público amplo.

A utilização de inúmeras imagens ilustrativas é um dos pontos fortes da coleção, tornando o aprendizado mais visual e envolvente.


terça-feira, 15 de julho de 2025

À Mesa com Camilo

Título: À Mesa com Camilo
Autor: Elzira Sá Queiroga
Editora: Colares Editora
Ano: 2021
Encadernação: Brochado
Nº de Páginas: 118-II págs.
Dimensões: 22,5 cm x15,5 cm
Estado de conservação: Bom
Ilustrações: Profusamente ilustrado
Idioma: Português

Preço:    15,00 € + portes de envio
Referência: 2507066

Sinopse: Observador atento e exigente, Camilo Castelo Branco (1825-1890), deixou-nos testemunho da sociedade portuguesa do Século XIX.

Dá vida aos seus personagens, uns refletindo o seu ambiente de origem – Trás-os-Montes – a dureza e grandeza das gentes, outros no contraste com a cidade do Porto onde estudou e confraternizou com a elite intelectual da época: Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida, Alberto Pimentel, Júlio César Machado... 

Nas tertúlias dos cafés e botequins desfrutava do incontornável vinho do Porto, dos licores e outras experiências gustativas, não esquecendo a importância simbólica das icónicas tripas à moda do Porto, que eram pretexto para convívio e celebração.

A gastronomia pontuava as opiniões, algumas marcadas pela influência francesa e outras preservando a tradição e a cozinha nacional.

A imaginação cultivava a descoberta da arte da cozinha e escondia a escassez de meios de grande parte da população.

A paixão pelas virtualidades gastronómicas levaram-no a elogiar pratos confecionados pela cozinheira Gertrudes Engrácia que o escritor começou a tratar por Madame Brillat Savarin, numa simpática alusão ao filósofo do gosto. O interesse de Camilo pela cozinha ficou patente na sua biblioteca onde figuravam obras de referência histórica.

Elzira Sá Queiroga aprofunda a investigação neste livro À Mesa com Camilo numa visita aos sabores da época, documentada com receitas que nos confirmam a dicotomia entre o meio rural e o citadino, quase sempre presente nas extensas obras do escritor. (da badana)

sábado, 12 de julho de 2025

Obras Poéticas de Domingos dos Reis Quita, Chamado entre os da Arcadia Lusitana Alcino Micenio

Título: Obras Poéticas de Domingos dos Reis Quita Chamado entre os da Arcadia Lusitana Alcino Micenio
Autor: Domingos dos Reis Quita Chamado entre os da Arcadia Lusitana Alcino Micenio
Dados à luz por: Borel, e Rolland
Mercadores de Livros
Editor: Na Officina de Miguel Maneícal da Cofta, Impressor do Santo Offício
Ano: M.DCC.LXVI (1766)
Volumes: Tomos I e II encadernados num único livro
Encadernação: Encadernação Coeva, capa dura
Nº de Páginas: Tomo I , Tomo II
Dimensões: In-8º
Estado de conservação: Capa cansada, coeva, com os danos do tempo na lombada conforme se afere na fotografia.
Idioma: Português

Preço:    320,00 € + portes de envio
Referência: 2507042 


Sinopse:

terça-feira, 8 de julho de 2025

Monumenta Henricina

Título: Monumenta Henricina
Autores: Manuel Lopes de Almeida Idalino Ferreira da Costa Brochado António Joaquim Dias Dinis
Editoras: Coimbra 
Nº de volumes: 15 volumes
Anos: 1960/1974
Idioma: Português
Encadernação: Brochuras, edição luxuosa em magnífico papel
Nº de páginas: 
Dimensões: In-4º 
Estado dos livros: Bons, Exemplares bem conservados, todavia apresentam pequenos defeitos nas capas, designadamente picos de acidez. Miolo limpo e alguns exemplares ainda com as páginas por abrir.

Preço:      450,00 € + portes de envio (15 volumes)
                 35,00 € cada volume individual + portes de envio
Referência:  2507035

Sinopse: Obra publicada pela comissão das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, sob a direção de Manuel Lopes de Almeida, Idalino Ferreira da Costa Brochado e António Joaquim Dias Dinis.

Comissão Executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique. Coimbra. [Composto e impresso nas Oficinas da «Atlântida»].1960-1196-1962-1963-1964-1965-1967-1968-1969-1970-1971-1972. Treze (13) volumes. In-4º de XXI-II-441-IX; XV-IV-485-IX; XVI-II-444-VI; XVII-III-453-VII; XIII-III-442-VIII; XXII-II-446-VI; XXVI-II-448-VI; XXIX-III-443-IX; XXVI-II-446-VI; XXVI-447-VII; XXIX-III444-VI; XVII-III-436-VI e XIX-III-443-VIIpágs. E.

Salazar

Título: Salazar
Autor: Franco Nogueira
Editoras: Livraria Civilização, Lda.
Nº de volumes: 6 volumes
Volume I - A Mocidade e os Princípios
Volume II - Os Tempos Áureos (1928-36)
Volume III - As Grandes Crises (1936-45)
Volume IV - O Ataque (1945-58)
Volume V - A Resistência (1958-64)
Volume VI - O Último Combate (1964-70)
Anos: 1987
Idioma: Português
Encadernação: Brochuras
Nº de páginas: 
Dimensões: 25,4 cm x 19,7 cm 
Estado dos livros: Bons

Preço:      80.00 € + portes de envio (6 volumes)
Referência:  2507034

Sinopse: "Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, gerou-se em Portugal um clima de ódio contra a figura histórica e humana de Oliveira Salazar. Não procuro negar a legitimidade dos motivos de quantos nutrem aquele sentimento. Decerto terão para tanto razões pessoais. É perfeitamente possível, aliás, formular reservas a muitos aspetos da obra de Salazar, e a traços da sua personalidade; e a quem possuir documentos que o permitam, e que eu desconheço, seria mesmo lícito condenar em bloco aquela obra e aquela personalidade. Mas o ódio é mau conselheiro, e a paixão política parece ser, dentre todas as paixões, a que mais cega os homens. No plano histórico, se são de arredar o favor e o encómio, também são de evitar tanto o ódio como a paixão. Impõe-se ao cronista de factos passados toda a frieza, toda a isenção de ânimo, toda a objetividade de juízo: não pode ser o apóstolo da figura retratada, nem o seu detrator tão-pouco. Em qualquer caso, a realidade histórica é esta: Oliveira Salazar governou Portugal durante quase quarenta anos. Esses quarenta anos não foram um espaço em branco na história da Nação: mal ou bem, alguém os preencheu."

"Obra de grande interesse documental e histórico, contendo um estudo biográfico a respeito de António de Oliveira Salazar, o líder imperativo do «Estado Novo» em Portugal.

Cruzando informações provenientes de jornais e artigos da época, testemunhos de manuscritos e diários de Salazar, cartas particulares de e para Salazar, discursos e livros de Atas da Universidade de Coimbra, para mencionar apenas os mais relevantes, o autor procurou demonstrar de que forma os percursos de Salazar e Portugal influenciaram-se e confundiram durante décadas.

Os depoimentos das figuras da época, o inventário de intrigas, estadistas e diplomáticas, bem como certos aspetos da vida pessoal do Presidente do Concelho de Ministros imputam um carácter obrigatório a esta obra para todos quanto almejem conhecer a política portuguesa do século XX."

domingo, 6 de julho de 2025

Os Protocolos dos Sábios de Sião

Título: Os Protocolos dos Sábios de Sião
Prefácio: Fernando Ferreira
Editor: Edições Propaganda, Lda. (Gráfica Firmeza, Porto)
Ano: 1976
Nº de páginas: 157-II
Dimensões: In 8º
Estado do livro: Como novo

Preço:      375,00 €
Referência:  2507026 R

Sinopse: Livro perseguido, proibido, censurado, vedado. Para ele não vale liberdade de expressão nem liberdade de imprensa. Simples e definitivamente a humanidade não  o deve ler. Porquê? A QUEM incomoda tanto? Que grupos não querem que a verdade cristalina que está por trás dos acontecimentos de nosso tempo seja sabido por todos?

Apesar de ter sido imediatamente exposto como mistificação grosseira, este livro atravessou o século XX como um manual de ódio e perseguição.

Os Protocolos foram, desde o seu aparecimento, a cartilha de todas as campanhas anti-semitas que o mundo conheceu. “Justificaram” incontáveis pogroms e serviram de “pretexto” à política racista do regime nazi, que em última análise conduziu à “solução final” e ao Holocausto.

Que razões (e facções) tão poderosas justificam um fenómeno tão antidemocrático?

Aqui estão as tendências que o mundo toma e continua seguindo, controlado já por esses "Sábios do Sião". Agora já sabes o que o futuro reserva e o que esses senhores tem em mente para os próximos anos. Agora já sabes muito sobre os verdadeiros motivos e objetivos de tantos absurdos da nossa era moderna. Um livro atualíssimo, que todas as pessoas de visão devem tomar conhecimento.