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domingo, 16 de abril de 2023

Biblioteca

Título: Biblioteca 
Autor: Pedro Mexia
Prefácio: Eduardo Lourenço
Editor: Tinta da China Edições
Coleção: Colecção As Mãos e os Frutos
Edição:  2ª edição (Junho de 2016)
Género: Crónicas
Ano: MMXVI (2016)
Dimensões: 14 cm x 21 cm 
Encadernação: Brochura
Nº de páginas:  248
Estado de conservação: Bom, como novo

Preço:     12,00 €
Referência: 2304072
 
Sinopse: O tempo em Santo Agostinho, o desconcerto do mundo em Camões, a questão do sentido em Hofmannsthal, a fé em Kierkegaard, a verdade em Pirandello, a lei em Kafka, a cidade em Balzac, o exílio em Jünger, a traição em Claudel, a misantropia em Cioran, a melancolia em Burton, a amizade em Sarraute. E o amor em Kleist, Dostoiévski ou Cohen.

Biblioteca é uma autobiografia por interpostas leituras. Há afinidades electivas, muitas, mas também encontros inesperados, no momento justo. Algumas crónicas surgiram como homenagens ou obituários, nomeadamente a Agustina ou a Herberto. Outras parodiam, através de colagens de textos, a soberba dos sábios (em Camilo), a política como iluminismo e paranóia (nos irmãos Strugatski) ou o espírito vingativo (em Baudelaire).

Do elogio das enciclopédias como «imagem do mundo» a uma elegia sobre a precariedade dos livros, Biblioteca é, tal como Cinemateca (2013), um catálogo de obsessões, cumplicidades, esperanças e desamparos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço (23 de maio de 1923 - 01 de dezembro de 1920)


Eduardo Lourenço morreu esta terça-feira em Lisboa, aos 97 anos. Era conselheiro de Estado, professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta e interventor cívico e foi várias vezes galardoado e distinguido.

"Foi um dos pensadores mais proeminentes e um dos vultos da cultura portuguesa nas últimas décadas. Nasceu a 23 de maio de 1923 em Almeida, na Beira Alta.

Em 2018 foi protagonista e narrador da sua própria história, num filme de Miguel Gonçalves Mendes intitulado "O Labirinto da Saudade". O filme adapta a obra homónima de Eduardo Lourenço e traça uma viagem através da cabeça do pensador português, constituindo-se como uma "homenagem em vida" do realizador ao ensaísta.

Hoje saiu de cena, mas deixa a marca da "grande originalidade" do seu pensamento - de acordo com a página a si dedicada, do Centro Nacional de Cultura -, e a imagem do ensaísta que permitia "a única reflexão inteligente sobre a política nacional", como o definiu o poeta Herberto Helder, numa carta de 1978.

Apaixonado pela literatura, referia-se aos livros como "filhos" e dizia que "estar-se sem livros é já ter morrido". Mas foi sobretudo sobre a poesia, mais do que a prosa, que incidiram os seus ensaios, de Luís de Camões a Miguel Torga, passando por Fernando Pessoa."