Título: DA HISTÓRIA
Autor: Manuel Maia Pinto
Editora: Tip. J. R. Gonçalves, Limitada - Porto
Edição:
Ano de Edição: 1959 - Porto
Género: Filosofia
Tomos: VI, VII, X
Idioma: Português
Nº de Páginas: Tomo VI 76 páginas, Tomo VII 76 páginas, Tomo X 80 páginas
Encadernação: Brochados
Dimensões: 14 cm x 19,5 cm
Estado de Conservação: Bons exemplares, muito estimados, apresentam alguns picos de acidez na capa e contra capa, miolo limpo, exemplares com as páginas ainda fechadas
Notas extra: C
onsiderados raridades bibliográficas no mercado de livros usados e alfarrabistas em Portugal Do índice de cada tomo: Tomo VI, Os Sonhos, O Górgias, Eutifron; Tomo VII, Platão, A Cronologia, O Lísis; Tomo X, A República (I,II,III,IV), A República (V) e Assembleia de Mulheres, A República (VI,VII), O Sétimo Livro da República, Apologia de Sócrates, O Laqueto e as Vespas, As Vespas
Referência: 2608001Sinopse: Manuel Maia Pinto (1897–1964) foi um pintor, escritor e investigador português do Porto que se dedicou ao estudo e tradução da filosofia grega clássica, em particular de Platão.
A referência a "1959" ou aos anos 50 remete para o período em que publicou os seus ensaios e traduções interpretativas na Imprensa Moderna (Porto).
Obras Principais de Manuel Maia Pinto sobre Platão
O Timeu (1952): Tradução, prefácio e notas explicativas do diálogo de Platão, focado na cosmologia e na Atlântida. A Polémica: Platão v. Sofistas (1954/1955): Um estudo crítico sobre o confronto filosófico entre o pensamento platónico e a sofisticação retórica dos sofistas. Estudos cronológicos: Ficou conhecido em meios académicos portugueses da época pelas suas tentativas de estabelecer uma cronologia rigorosa para os diálogos de Platão.
Abordagem e Enquadramento Histórico
As traduções e análises de Manuel Maia Pinto inserem-se num esforço pessoal de releitura da antiguidade clássica a partir de uma ótica própria, por vezes associando conceitos metafísicos gregos a matrizes espirituais ou idealistas.
Embora pioneiras no contexto editorial português de meados do século XX, as suas traduções (como a do Timeu) foram mais tarde reavaliadas pela filologia clássica moderna devido a certas liberdades interpretativas e omissões textuais em relação aos manuscritos originais.
A indicação de 10 volumes (frequentemente associada ao ano de 1959) refere-se ao ambicioso plano de Manuel Maia Pinto de publicar o conjunto dos Diálogos de Platão, traduzidos, ordenados cronologicamente e anotados por si, através da Imprensa Moderna (Porto).
O Projeto dos 10 Volumes de Platão

A Intenção: O investigador pretendia coligir e estruturar todos os diálogos platónicos num formato sequencial de 10 volumes para o público português. A Cronologia Própria: Manuel Maia Pinto defendia ter decifrado a ordem cronológica exata dos diálogos "até à República, inclusive". Ele utilizava essa organização cronológica como a espinha dorsal para a divisão dos volumes.
O que foi publicado: Embora o plano original previsse a coleção completa em 10 volumes, apenas tomos específicos e ensaios independentes (como O Timeu em 1952 e A Polémica: Platão v. Sofistas em 1954/1955) chegaram a ver a luz do dia de forma autónoma. O projeto integral acabou por não ser totalmente concluído devido às exigências da edição e à receção crítica da época. Por se tratar de uma edição antiga e de tiragem limitada, estes volumes individuais são hoje considerados raridades bibliográficas no mercado de livros usados e alfarrabistas em Portugal.
Preço: Cada tomo a 15,00 €, os três tomos 36,00 €
Livraria Alfarrabista Canto III
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