sábado, 15 de junho de 2024

A Queda dum Anjo

Título: A Queda dum Anjo
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 510 edição, conforme a 2ª e 3ª, últimas revistas pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LXIII (63)
Ano: 1966
Nº de páginas: 268
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, mantém as páginas por abrir


Preço:     10,00 €
Referência:  2406020

Sinopse: 

Cenas Inocentes da Comédia Humana

Título: Cenas Inocentes da Comédia Humana
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Título: Cenas Contemporâneas
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 5ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor em confronto com a 1ª
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LXIX (69)
Ano: 1972
Nº de páginas: 248
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, mantém as páginas por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406019

Sinopse: 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Cenas Contemporâneas

Título: Cenas Contemporâneas
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição:  edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor em confronto com a 1ª
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LXV (65)
Ano: 1970
Nº de páginas: 298
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, mantém as páginas por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406018

Sinopse: 

A Sereia

Título: A Sereia
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 6ª edição, conforme a 1ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LXXIII (73)
Ano: 1968
Nº de páginas: 260
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, mantém as páginas por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406017

Sinopse: 

Anos de Prosa

Título: Anos de Prosa
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 4ª edição, conforme a 2ª, revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XXIV (24)
Ano: 1973
Nº de páginas: 220
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, mantém as páginas por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406016

Sinopse: 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Onde Está a Felicidade

Título: Onde Está a Felicidade
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 11ª edição, revista sobre a 2ª e 3ª, que teriam sido as últimas revistas pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XXXIX (39)

Ano: 1965
Nº de páginas: 376
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, mantém parte das páginas por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406015

Sinopse: "Onde Está a Felicidade? representa, por vários motivos, um marco singular na obra camiliana. Os críticos que mais se têm dedicado ao seu estudo têm-na considerado não só como um ponto de viragem na produção romanesca do autor, mas também como uma significativa agitação no marasmo em que se encontrava a ficção nacional de meados de Oitocentos, apontando nessas duas dimensões para uma maior naturalidade do estilo."



Mistérios de Fafe

Título: Mistérios de Fafe
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 8ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LV (55)

Ano: 1969
Nº de páginas: 296
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     10,00 €
Referência:  2406014

Sinopse:


Vinte Horas de Liteira

Título: Vinte Horas de Liteira
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 5ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LXII (62)
Ano: 1966
Nº de páginas: 272
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406013

Sinopse: "Em Vinte Horas de Liteira, Camilo Castelo Branco desenvolve uma reflexão em regime dialógico, acerca da literatura, da narrativa e de diversos aspetos da sua composição. É em viagem com o amigo António Joaquim, durante vinte horas balanceadas numa liteira, que o romancista ouve histórias e responde com comentários e com o testemunho da sua experiência literária."

"No trajeto que vai desde uma aldeia perdida no Marão até ao Porto, encena-se a cumplicidade existente entre o movimento da viagem e o ato de contar histórias; além disso, a loquacidade de António Joaquim e as vivências pessoais que ele convoca estimulam o debate sobre questões prementes para o ofício de escritor (p. ex., a dialética entre imaginação e prática de vida), num tempo em que começam a manifestar-se as exigências representacionais do realismo em emergência."

Agulha em Palheiro

Título: Agulha em Palheiro
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 10ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XXII (22)
Ano: 1966
Nº de páginas: 228
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406012

Sinopse: "Agulha em Palheiro" de Camilo Castelo Branco é um romance envolvente que mergulha nos mistérios e intricadas relações da sociedade portuguesa do século XIX. A história segue a busca desesperada de José Ernesto por sua amada Cecília, que desapareceu sem deixar rastros. Nesta jornada, ele se depara com uma série de personagens intrigantes e situações desafiadoras, revelando os segredos, as hipocrisias e as injustiças de sua época. Com uma prosa magistral, Camilo Castelo Branco explora temas como amor, perseverança e a luta contra as adversidades, oferecendo uma crítica mordaz às convenções sociais. "Agulha em Palheiro" destaca-se pela profundidade psicológica dos personagens e pela trama bem elaborada, sendo uma leitura imprescindível para os amantes da literatura clássica portuguesa.

O que fazem as Mulheres

Título: O que Fazem as Mulheres
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 8ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LVII (57)
Ano: 1967
Nº de páginas: 224
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     10,00 €
Referência:  2406011

Sinopse: O Que Fazem Mulheres começa com um diálogo entre mãe e filha: a primeira tenta convencer a segunda a casar-se por dinheiro e não por amor.

Esta é a história de Ludovina, uma jovem bela, de origem fidalga, mas sem dote que lhe possa arranjar marido. Sem intenções sérias, namora-a Ricardo de Sá, mas há outro homem, João José Dias, regressado do Brasil, muito rico, muito velho, muito gordo.

Fernando Pessoa, nasceu a 13 de junho de 1888


 "Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe".
Apenas o Canto III

Coração, Cabeça e Estômago

Título: Coração, Cabeça e Estômago
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 5ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LVI (56)
Ano: 1967
Nº de páginas: 252
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406010

Sinopse:

Duas Horas de Leitura

Título: Duas Horas de Leitura
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 8ª edição, conforme 3ª, última revista pelo autor
Ano: 1967
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XV (15)
Nº de páginas: 224
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406009

Sinopse:

Memórias de Guilherme do Amaral

Título: Memórias de Guilherme do Amaral
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 7ª edição, conforme 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XLI (41)
Ano: 1966
Nº de páginas: 196
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406008

Sinopse:

 

A Filha do Doutor Negro

Título: A Filha do Doutor Negro
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 8ª edição, conforme a 2ª, única revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XXX (30)
Ano: 1971
Nº de páginas: 316
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, parte de páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406007

Sinopse:


terça-feira, 11 de junho de 2024

Divindade de Jesus e Tradição Apostólica

Título: Divindade de Jesus
             e
             Tradição Apostólica
Com uma carta dirigida ao autor pelo Sr. Visconde de Azevedo
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 8ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor em confronto com a 1ª
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XIII (13)
Ano: 1958
Nº de páginas: 216
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, parte de páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406006

Sinopse:


O Esqueleto

Título: O Esqueleto
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 10ª edição, conforme a 2ª, única revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: V (5)
Ano: 1969
Nº de páginas: 224
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406005

Sinopse:

Um Homem de Brios

Título: Um Homem de Brios
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 9ª edição, conforme a 3ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XL (40)
Ano: 1967
Nº de páginas: 294
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406004

Sinopse:

Quatro Horas Inocentes

Título: Quatro Horas Inocentes
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 5ª edição, conforme 1ª, única revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XXVIII (28)
Ano: 1968
Nº de páginas: 284
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406003

Sinopse:

Estrelas Propícias

Título: Estrelas Propícias
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 6ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: XXXI (31)
Ano: 1965
Nº de páginas: 224
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, páginas ainda por abrir

Preço:     10,00 €
Referência:  2406002

Sinopse:

Coisas Espantosas

Título: Coisas Espantosas
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 9ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: I (1)
Ano: 1969
Nº de páginas: 268
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     10,00 €
Referência:  2406001

Sinopse:

domingo, 9 de junho de 2024

Noites de Lamego

Título: Noites de Lamego
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 6ª edição, conforme a 2ª, última revista pelo autor
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco (Edição Popular)
Número: LXVIII(68)
Ano: 1970
Nº de páginas: 248
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, tem um carimbo de posse

Preço:     10,00 €
Referência:  2406021

Sinopse: 

Esboços de Apreciações Literárias

Título: Esboços de Apreciações Literárias
Autor: Camilo Castelo Branco
Prefácio: Camilo Castelo Branco
Editor: Parceria A. M. Pereira, Lda.
Edição: 5ª edição, conforme a 1ª, única revista pelo autor
Ano: 1969
Coleção: Obras de Camilo Castelo Branco
Número: LXXIV (74)
Nº de páginas: 292
Dimensões: 12,3 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, tem um carimbo de posse

Preço:      10,00 €
Referência:  2406022

Sinopse: Autores comentados: D. João de Azevedo; José Barbosa e Silva; Francisco Martins Gouveia Morais Sarmento; Ramos Coelho; Joaquim Pinto Ribeiro Júnior; Coelho Lousada e Soares de Passos; Faustino Xavier de Novais; Marquesa de Alorna; Joaquim Pinto Ribeiro; Júlio César Machado; Ernesto Biester; Júlio César Machado e Manuel Roussado; Raimundo de Bulhão Pato; José Gomes Monteiro; Luís Augusto Rebelo da Silva; Teófilo Braga; José Gregório Lopes da Câmara Sinval; Inácio Pizarro de Morais Sarmento.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

A PIDE/DGS na Guerra Colonial 1961-1974

Título: A PIDE/DGS na Guerra Colonial
             1961-1974 
Autor: Dalila Cabrita Mateus
Revisão: Filipe Rodrigues
Capa: Fernando Felgueiras ( a partir do desenho Cela da Cadeia da Machava, de Malangatana Valente)
Paginação: J. Macau, Ldª
Edição: 2ª edição
Ano: Abril de 2011
Editor: Terramar
Nº de páginas: 464
Dimensões: 23,5 cm x 16 cm
Encadernação: Capa de brochura com badanas
Estado: Como Novo 

Preço:     60,00 €
Referência: 2405001

Sinopse: Este livro vai ficar como obra de referência inevitável e indispensável não só para todos os leitores seriamente interessados em conhecer como actuou a PIDE/DGS nas colónias africanas que se levantaram contra o domínio português mas também para todos os investigadores empenhados em aprofundar o conhecimento histórico de tal período dramático da história partilhada entre colonizadores e colonizados.

 
A autora editou mais um livro com base nas suas pesquisas académicas sobre a guerra colonial, com destaque para a actividade, estratégia e organização da PIDE nas ex-colónias, na luta e prevenção contra os diversos movimentos de libertação que enfrentavam Portugal de armas na mão e os países vizinhos.
 
Livro muito interessante e completo sobre esta temática.
 
Da contracapa:
"Trinta anos após o 25 de Abril de 1974, surge o primeiro trabalho de grande fôlego histórico sobre uma das épocas mais terríveis da história de Portugal: o período (1961-1974) da guerra colonial em três frentes (Angola, Guiné e Moçambique).
 
O trabalho agora apresentado sob a forma de livro corresponde, no essencial, à tese de Doutoramento da autora, no ISCTE, e constitui a síntese de uma longa e difícil investigação que passou por entrevistas a dezenas de antigos presos políticos em Angola e Moçambique.
 
Trata-se efetivamente de um livro que vai ficar como obra de referência inevitável e indispensável não só para todos os leitores seriamente interessados em conhecer como atuou a PIDE/DGS nas colónias africanas que se levantaram contra o domínio português mas também para todos os investigadores empenhamos em aprofundar o conhecimento histórico de tal período dramático da história partilhado entre colonizadores e colonizados.
 
A historiadora Dalila Cabrita Mateus doutorou-se em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, com 'distinção é louvor', ao defender a tese reproduzida neste livro."
 
A AUTORA:
"A Prof.a Doutora DALILA CABRITA MATEUS nasceu em Viana do Castelo, em 1952. É licenciada em História e diplomada em Estudos Superiores em Administração Escolar. Obteve também o grau de Mestra em História Social Contemporânea e, em 2004, concluiu o seu Doutoramento em História Moderna e Contemporânea com 'distinção e louvor'. É igualmente autora do livro 'A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA' (Editorial Inquérito, Lisboa 1999)." 
 
Do ÍNDICE:
 
NOTA PRÉVIA
Siglas
 
INTRODUÇÃO
1. Objeto
2. Algumas considerações
3. Fontes e bibliografia
3.1 - Em geral
3.2 - Os Arquivos da PIDE na torre do Tombo
3.3 - As entrevistas
3.4 - Os Boletins oficiais
4. Uma hipótese a verificar
5. Plano de trabalho

Notas
Capítulo 1
A PIDE/DGS NAS COLÓNIAS
1. Origem da PIDE nas colónias
1.1 - Enquadramento histórico-jurídico
1.2 - A criação da PIDE nas colónias
1.3 - Origem do pessoal da PIDE/DGS
1.4 - Condicionantes da criação da PIDE nas colónias
1.4.1 - Condicionantes externas; 1.4.2 - Condicionantes internas;
2. A organização da PIDE/DGS
2.1 - Evolução legislativa
2.2 - O quadro geral da PIDE/DGS
2.3 - Evolução dos quadros da PIDE/DGS
2.4 - Os efetivos da PIDE/DGS nas colónias em guerra
2.5 - A Direção da PIDE/DGS
2.6 - Os serviços
2.7 - As instalações da PIDE/DGS nas colónias
2.8 - Receitas e despesas da PIDE/DGS
3. - Funções e poderes da PIDE/DGS
4. - Reuniões das chefias da Delegação
5. - O pessoal da PIDE/DGS
5.1 - Provimento do pessoal
5.2 - A preparação dos quadros
5.3 - Mobilidade do pessoal
5.3.1 - Mobilidade horizontal; 5.3.2 - Mobilidade vertical: as promoções
5.4 - Disciplina, punições e louvores
5.5 - Vencimentos, abonos e regalias
6. - Os informadores
6.1 - Quem eram?
6.2 - O recrutamento dos informadores
6.3 - Perfil de alguns informadores
6.4 - Processos de trabalho
6.5 - As redes da PIDE/DGS nos Congos
6.6 - 'Madame X', informadora do Congo
6.7 - A rede de informadores na Zâmbia
6.8 - Os casos da Guiné-Conacri e do Senegal
6.9 - 'M', agente provocador na Guiné
6.10 - Um elemento de valor inestimável no Malawi
6.11 - Pagamento dos informadores
6.12 - Os militares e os informadores da PIDE/DGS
6.13 - O valor das informações
6.14 - Divulgação das informações
7. - Os Flechas
8. - Gente da PIDE/DGS em África: retrato breve
8.1 - São José Lopes, chefe da PIDE/DGS nas colónias
8.2 - António Vaz, chefe da PIDE/DGS em Moçambique
8.3 - Fragoso Alas, o homem de Spínola
8.4 - Óscar Cardoso, o criador dos Flechas
8.5 - Francisco Lontrão, um homem muito violento
8.6 - Casimiro Monteiro, o chamado bulldog
8.7 - Alexandre Taty, informador e operacional
8.8 - Orlando Cristina, outro informador operacional
8.9 - Chico Langa, verdugo africano
8.10 - Chico Cachavi, outro verdugo africano
9. - O fim da PIDE/DGS
Notas
 
Capítulo 2
A REPRESSÃO
1. - A violência do colonialismo
2. - Terror e guerra colonial
2.1 - Os antecedentes da guerra vistos pela PIDE
2.2 - Terror branco versus terror negro
2.3 - Troféus de guerra
2.4 - Guerra química e massacres
2.5 - Justificação ideológica da guerra, da repressão e da tortura
3. - Métodos da PIDE/DGS
3.1 - Vigilância dos suspeitos
3.2 - Violação de correspondência
3.3 - Identificação de pessoas
3.4 - Busca e revista de pessoas
3.5 - Uso de calúnias e aproveitando de vulnerabilidades
3.6 - Provocações
3.7 - Rusgas
4. - A tortura
4.1 - O interrogatório
4.2 - Confissão e tortura
4.3 - Métodos de tortura
4.4 - Fisiologia da dor
4.5 - Consequências da tortura
4.6 - Morte dos presos
5. - Processos judiciais e administrativos
5.1 - Julgamentos políticos
5.2 - Perseguição e prisão de sacerdotes católicos
5.3 - Perseguição e prisão de pastores protestantes
5.4 - Medidas administrativas de internamento
6. - Prisões e campos de concentração
6.1 - Os africanos e a prisão colonial
6.2 - Visitas da Cruz Vermelha Internacional
6.3 - Campo de Concentração do Tarrafal (Cabo Verde)
6.4 - Campo de Concentração de São Niculau (Angola)
6.5 - Cadeia da Machava (Mocambique)
6.6 - Cadeia de São Paulo (Angola)
6.7 - Prisão de Sommerchild (Mocambique)
6.8 - Campo de Concentração de Missombo (Angola)
6.9 - Campo de trabalho de Mabalane (Mocambique)
6.10 - Fortaleza de S. Pedro da Barra (Angola)
6.11 - Fortaleza do Ibo (Moçambique)
6.12 - Campo de trabalho da Ilha das Galinhas (Guiné)
6.13 - Outras prisões e Campos
6.14 - Solidariedade com os presos
Notas
 
Capítulo 3
AS OPERAÇÕES
1. - Assassínio de dirigentes independentistas
1.1 - O assassínio de Amílcar Cabral
1.1.1 - Planos da PIDE/DGS para a liquidação de Cabral; 1.1.2 - Dos planos à concretização: a 'Operação MAR VERDE'; 1.1.3 - A polícia ativa divisões e ódios raciais; 1.1.4 - Cabral denuncia plano para o matar; 1.1.5 - O assassínio de Cabral; 1.1.6 - Os autores do crime;
1.2 - Assassínio de Eduardo Mondlane
1.2.1 - O crime; 1.2.2 - Cortinas de fumo; 1.2.3 - A verdade sobre o crime;
2. - Operações militares
2.1 - Operações dos Flechas
2.2 - Participação da PIDE/DGS em massacres
3. - Sabotagens nos países vizinhos
4. - Destabilização nos países vizinhos
4.1 - 'Operação Girassol' (Tanzânia)
4.2 - 'Operação Meca' (Tanzânia)
4.3 - Operações 'Facho' e 'Colt' (Zâmbia)
4.4 - 'Operação Camping' (Congo Brazzaville)
4.5 - 'Operação Bulabumba' (Congo Kinshasa)
4.6 - 'Operação Tschombé' (Congo Kinshasa)
4.6.1 - Enquadramento; 4.6.2 - Grupos de mercenários; 4.6.3 - Dispositivos; 4.6.4 - Reuniões; 4.6.5 - O plano da operação; 4.6.6 - Conclusão;
4.7 - 'Operação Phoenix' (controlo dos refugiados catangueses)
4.7.1 - Papel da PIDE; 4.7.2 - Resposta à proclamação de Mobutu; 4.7.3 - Diligências das autoridades confolesas; 4.7.4 - Reuniões da PIDE/DGS com dirigentes catangueses; 4.7.5 - Operações militares contra a guerrilha;
5. - Operações da Rádio
5.1 - Ainda a 'Operação Girassol'
5.2 - Escutas
6. - Operações nos centros urbanos
6.1 - Redes da UPA/FNLA em Luanda e no Lobito
6.2 - A rede da UNITA no Luso
6.3 - Redes do MPLA em Luanda e noutras cidades
6.4 - Observações e conclusões surpreendentes
6.5 - As redes da FRELIMO em Lourenço Marques, Beira e no norte
6.6 - Desmantelamento das redes do PAIGC em Bissau, Bolama e outras cidades
7. - Operações de propaganda e contra-informação
8. - 'Operação Madeira' (Savimbi e a UNITA)
8.1 - Os primeiros contactos da PIDE com Savimbi
8.2 - O Grupo de Trabalho Madeira e as bases da 'Operação Madeira'
8.3 - Recomeçam as hostilidades
8.4 - O retomar dos contactos
9. - A investigação do 'Caso ANGOCHE'
9.1 - Um navio abandonado a arder
9.2 - A origem do incêndio
9.3 - Tripulação e carga
9.4 - Nada de muito estranho
9.5 - As conclusões de Casimiro Monteiro
9.6 - Os 'suspeitos do costume'
10. - Outras operações
10.1 - Operação na Rodésia do Norte
10.2 - Operação para a eleição do rei do Congo
10.3 - Operação Macondes
Notas
 
Capítulo 4
AS INFORMAÇÕES
1. - Das informações em geral
1.1 - Importância
1.2 - Técnica das informações
1.3 - A interpretação de documentos
1.4 - Classificação
1.5 - Âmbito
1.6 - Quem a realizava?
1.7 - Limite temporal
2. - Informações de natureza política
2.1 - A origem dos movimentos independentistas
2.1.1 - Origens do MPLA; 2.1.2 - Origens do PAIGC; 2.1.3 - Origens da FRELIMO;
2.2 - Congressos e reuniões
2.2.1 - FRELIMO; 2.2.2 - UNITA; 2.2.3 - MPLA;
2.3 - Os dirigentes
2.4 - Instalações, viaturas e transportes
2.4.1 - FRELIMO; 2.4.2 - MPLA; 2.4.3 - PAIGC; 2.4.4 - UPA;
2.5 - Racismo, tribalismo e outros
2.5.1 - Racismo e tribalismo na UPA/FNLA; 2.4.2 - A prisão do Salazar; 2.5.3 - Uma proposta de Lei fundamental para Angola;
2.6 - Problemas com os países vizinhos
2.7 - Divisão no seio dos movimentos de libertação
2.7.1 - FRELIMO; 2.7.2 - PAIGC; 2.7.3 - UPA/FNLA; 2.7.4 - MPLA;
2.8 - Conflitos entre os movimentos
2.8.1 - A FLEC contra a UPA e o MPLA; 2.8.2 - UPA/FNLA versus MPLA;
2.9 - Apreciações sobre a situação colonial
2.9.1 - Em Angola; 2.9.2 - Em Moçambique;
3. - Informações de natureza militar
3.1 - A PIDE informa sobre o início da guerra colonial
3.2 - A organização militar dos movimentos nacionalistas
3.2.1 - Organização militar da FRELIMO;3.2.2 - Organização militar do MPLA; 3.2.3 - O movimento de reajustamento do MPLA; 3.2.4 - A organização militar da UPA; 3.2.5 - A organização militar da UNITA; 3.2.6 - A organização militar do PAIGC;
3.3 - Bases militares
3.3.1 - Bases do PAIGC; 3.3.2 - Bases do MPLA; 3.3.3 - Bases da UPA/FNLA; 3.3.4 - Bases da UNITA; 3.3.5 - Bases da FRELIMO;
3.4 - Rotas de abastecimento
3.5 - As armas
3.5.1 - Armas para a FRELIMO; 3.5.2 - Armas para o MPLA; 3.5.3 - Armas para a UPA/FNLA; 3.5.4 - Armas para a UNITA; 3.5.5 - Armas para o PAIGC; 3.5.6 - Meios navais e aéreos do PAIGC; 3.5.7 - Descrição das armas; 3.5.8 - Os mísseis 'Strella';
3.6 - Os cursos
3.6.1 - Cursos para o PAIGC; 3.6.2 - Cursos para o MPLA; 3.6.3 - Cursos para a UPA/FNLA; 3.6.4 - Cursos para a UNITA; 3.6.5 - Cursos para a FRELIMO; 3.6.6 - Centros de Instrução Militar;
4. - A situação militar
4.1 - Situação militar em Angola
4.1.1 - A I Região Militar do MPLA; 4.1.2 - Evolução da situação militar;
4.2 - Situação militar em Moçambique
4.3 - Situação militar na Guiné
4.4 - Síntese da situação militar
Notas
 
Capítulo 5
AS RELAÇÕES DA PIDE/DGS
1. - As relações externas da PIDE/DGS
1.1 - A 'Santa Aliança' na África Austral
1.1.1 - Preparação da 'Santa Aliança'; 1.1.2 - Colaboração com a África do Sul; 1.1.3 - Colaboração com a Rodésia;
1.2 - Colaboração com países da NATO
1.2.1 - A CIA; 1.2.2 - Policiais e serviços secretos franceses; 1.2.3 - Serviços Secretos da RFA;
1.3 - Colaboração com países estrangeiros
1.3.1 - Colaboração com a polícia e as autoridades do Congo; 1.3.2 - Colaboração com a polícia do Senegal; 1.3.3 - Colaboração com a polícia do Malawi; 1.3.4 - Colaboração da polícia de Marrocos;
1.4 - Consulados e embaixadas estrangeiras
1.5 - Relações com a Aginter Press
2. - Relações internas da PIDE/DGS
2.1 - Relações com os militares
2.1.1 - Conflitos no campo das informações; 2.1.2 - Conflitos sobre a realização de operações militares; 2.1.3 - Informações de tipo policial; 2.1.4 - Visitas e louvores, desconfianças e antipatias; 2.1.5 - As relações com militantes e a situação da PIDE/DGS;
2.2 - Relações com autoridades político-administrativas
2.3 - Relações com outras polícias
2.4 - Relações com magistrados
2.5 - Relações com religiosos
2.6 - Relações com as empresas
2.7 - Relações com embaixadas e consulados portugueses
Notas
 
Capítulo 6
REPRESENTAÇÕES DA PIDE/DGS
1. Representações como serviço de informações
2. Representações como organização repressiva
2.1 - Representação nos colonos e militares
2.2 - Representações em escritores portugueses
2.2.1 - António Lobo Antunes; Abílio Teixeira Mendes; Manuel Alegre; João de Melo; José Jorge Martins;
2.3 - Representações em escritores africanos
2.3.1 - Luandino Vieira; Albino Magaia; Octaviano Correia; Boaventura Cardoso;
2.4 - Os antigos presos africanos e a PIDE/DGS
Notas
 
CONCLUSÕES
FONTES E BIBLIOGRAFIA
BIBLIOGRAFIA
CRONOLOGIA

Críticas de Imprensa: "(...) é um estudo pioneiro, substancial e fundamental para aferirmos sem fantasias a violência extrema das ações desta polícia política em terrenos africanos."
Margarida Calafate Ribeiro, Mil Folhas (Público), 02 de Janeiro de 2005.

quarta-feira, 20 de março de 2024

Na noite de 20 para 21 de Março de 1888, faz esta noite 136 anos, um incêndio destruía o Teatro Baquet, na Baixa do Porto


Na noite de 20 para 21 de Março de 1888, faz esta noite 136 anos, um incêndio destruía o Teatro Baquet, na Baixa do Porto Rua de Santo António e morrem cerca de 120 pessoas, 88 das quais estão sepultadas numa vala comum no cemitério de Agramonto.

Mandado construir pelo alfaiate portuense António Pereira Baquet, o Teatro Baquet tinha frente para as ruas de Santo António e de Sá da Bandeira. Inaugurado no Carnaval de 1859, constituiu uma sala de espetáculos emblemática da cidade, reconhecido pela oferta vasta e acessível a todas as camadas sociais.

António Pereira Baquet morreria cerca de 10 anos depois, mas o seu projeto continuou vivo. No
entanto, na noite de 20 para 21 de março de 1888, quando se representava uma ópera cómica e a sala se encontrava com lotação esgotada, deflagrou um violento incêndio nos bastidores. O fogo destruiu o teatro por completo, perecendo na tragédia cerca de 120 pessoas.

Em memória das vítimas do incêndio construiu-se, no Cemitério de Agramonte, o mausoléu com materiais pertencentes ao próprio edifício do Teatro Baquet, pedaços de ferro torcidos pelo fogo e uma enorme coroa de martírios também em ferro, simbolizando a morte das vítimas.

Em singela homenagem lembramos hoje essa catástrofe que enlutou o Porto e todo o país.



segunda-feira, 18 de março de 2024

"Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar": Nuno Júdice 1949-2024


É nos teus olhos

É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe,
mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti;
e se outras voltas me fazem ver nos teus os meus olhos,
não é porque o mundo parou,
mas porque esse breve olhar nos fez imaginar
que só nós é que o fazemos andar.
         
                                                                                       Nuno Júdice


domingo, 10 de março de 2024

Canto III - Onde as viagens no tempo acontecem

 


Poesia - Eugénio de Andrade

Título: Poesia
Autor: Eugénio de Andrade
Editor: Modo de Ler
Prefácio: Não tendo sido possível, por motivos de saúde, pedir a Óscar Lopes um prefácio para esta edição utilizou-se um texto do grande estudioso da obra de Eugénio de Andrade - "A Mãe d´Água ou A Poesia de Eugénio" publicado em 1993, que era de particular predilecção do poeta.
Número de páginas: 714
Encadernação: Encadernação editorial com sobrecapa
Ano: 2011
Dimensões:
Estado de conservação: Livro novo

Preço:  50,00 €
Referência: 2403001

Sinopse: "Poesia" de Eugénio de Andrade reúne toda a sua obra poética, desde "Primeiros Poemas" (recuperados dos dois primeiros livros - Adolescente e Pureza- que o autor repudiou) e "As Mãos e os Frutos" (1948) até "Os Sulcos da Sede" (2001), a sua última obra poética. Não tendo sido possível, por motivos de saúde, pedir a Óscar Lopes um prefácio para esta edição utilizou-se um texto do grande estudioso da obra de Eugénio de Andrade - "A Mãe d´Água ou A Poesia de Eugénio" publicado em 1993, que era de particular predilecção do poeta.

Autor: "Eugénio de Andrade, poeta português, Eugénio de Andrade (1923-2005), pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Em 1947 ingressou na função pública, como funcionário dos Serviços Médico-Sociais, e em 1950 fixou residência no Porto. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelando-se em 1948, comAs Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro, o seu nome não se encontra vinculado a nenhuma das publicações que marcaram, enquanto lugar de reflexão sobre opções e tradições estéticas, a poesia contemporânea, embora tenha editado um dos seus volumes, As Palavras Interditas, na coleção "Cancioneiro Geral" e colaborado em publicações como Árvore, Cadernos do Meio-Dia ou Cadernos de Poesia. É, aliás, nesta última publicação, editada nos anos quarenta, que se firmam algumas das vozes independentes, como Ruy Cinatti, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Jorge de Sena, que inaugurariam, no século XX, essa linhagem de lirismo depurado, exigente, atento ao poder da palavra no conhecimento ou na fundação de um real dificilmente dizível ou inteligível, em que Eugénio de Andrade se inscreve. A escolha dos inofensivos substantivos "pureza" e "leveza" para referir a sua obra derivará talvez da noção do impulso de purificação que a sua poética confere às palavras através da exploração de um léxico essencial até à exaltação. Quando Maria Alzira Seixo fala do caminho que esta poesia percorre "na senda do rigor da lápide" ("Every poem is an epitaph", já dizia Eliot) levanta o véu de um dos pontos fulcrais desta poesia que, nas palavras do próprio Eugénio de Andrade (Rosto Precário), se afirma como o "lugar onde o desejo ousa fitar a morte nos olhos". Falar desta obra como morada da "leveza" e da "pureza" é encobrir o que nela há de ofício de paciência e de desesperada busca. Talvez seja preferível falar da força básica de um léxico de tal maneira investido da radicação do corpo do objecto amado no mundo e na sua paisagem que é capaz de impor o desejo da luz no coração das trevas da mortalidade. Eugénio de Andrade surgirá, assim, como o poeta da "correlação do corpo com a palavra" (Carlos Mendes de Sousa), da sexualidade trabalhada verbalmente até atingir uma "zona gramatical cega" (Joaquim Manuel Magalhães) onde o referido sexual não tem género gramatical referente porque o discurso em que vive pertence já a uma dimensão cuja musicalidade representa a recuperação de uma voz materna intemporal. Eugénio de Andrade foi elemento da Academia Mallarmé (Paris) e membro fundador da Academia Internacional "Mihail Eminescu" (Roménia). Para além de tradutor de vários autores, cujas obras recriou poeticamente (García Lorca, Safo, Borges), e organizador de várias antologias poéticas, é autor de obras como Os Afluentes do Silêncio (1968), Rosto Precário (1979), À Sombra da Memória (1993) (em prosa), As Mãos e os Frutos (1948), As Palavras Interditas (1951), Ostinato Rigore (1964), Limiar dos Pássaros (1976), Rente ao Dizer (1992), Ofício da Paciência (1994), O Sal da Língua (1995) e Os Lugares do Lume (1998). Recebeu ao longo da sua vida vários prémios: Pen Clube (1986), Associação Internacional dos Críticos Literários (1986), Dom Dinis (1988), Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1989), Jean Malrieu (França, 1989), APCA (Brasil,1991), Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (República da Sérvia, 1996), Prémio Vida Literária atribuído pela APE (2000) e, em maio de 2001, o primeiro prémio de poesia "Celso Emilio Ferreiro" atribuído em Orense, na Galiza. Em 2001, a 10 de maio, Eugénio de Andrade foi homenageado na Universidade de Bordéus por altura da realização do "Carrefour des Littératures", tendo sido considerado um dos mais importantes escritores do século XX. Estiveram presentes várias ilustres personalidades, entre elas o Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio. A 10 de Julho foi distinguido com o Prémio Camões e, ainda no mesmo ano, foi lançado um CD com poemas recitados pelo próprio autor. Em 2002, foram atribuídos os prémios PEN 2001 e Eugénio de Andrade recebeu o prémio da área da poesia pela sua obra Os Sulcos da Sede. No dia em que comemorou o seu octogésimo aniversário foi homenageado na Biblioteca Almeida Garrett do Porto. Em 1991, foi criada na cidade do Porto a Fundação Eugénio de Andrade. Para além de ter servido de residência ao poeta, esta instituição tem como principais objetivos o estudo e a divulgação da obra do autor assim como a organização de diversos eventos como, por exemplo, lançamentos de livros, recitais e encontros de poesia. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2005."


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Literatura de Cordel

Título: Literatura de Cordel
Autor: José Viale Moutinho
Coleção: Obras Escolhidas de Literatura Portuguesa
Editor: Círculo de Leitores
Ano: 2014
Dimensões: 30 cm x 24 cm
Nº de páginas:  517
Encadernação: Encadernação editorial com capa dura
Idioma: Português

Preço:   25,00 € 
Referência: 2402003

Sinopse: Verdadeiras narrativas de amor e de crime numa antologia que nos faz regressar ao tempo em que as histórias eram publicadas em vários capítulos, impressas em formato de caderno e suspensas de um cordel, para serem vendidas nas ruas, feiras e aldeias. Tomava-se conhecimento das singularidades do mundo, das verdades e das mentiras, dos criminosos, das execuções e dos milagres, dos fenómenos naturais e dos monstros sobrenaturais. Há por aqui vinganças, mas não escapa a misericórdia, a comiseração, a inteligência e a sabedoria popular, a esperteza, as fortunas tiradas das cartolas ou das carapuças de burel 
São textos que fazem parte por vezes de uma literatura marginal, e outros que se inscrevem na literatura tradicional que estão na memória das histórias que eram contadas e recontadas, de que são exemplo: História do célebre navegador João de Calais; Maria! Não me mates que sou tua mãe!; Vida de José do Telhado; História do grande Roberto do Diabo ou ainda História verdadeira da princesa Magalona.