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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

O Embargo

Título: 
O Embargo 
Autor: José Saramago
Desenhos: Bernardo Marques
Editor: Estúdios Cor - Lisboa
Edição: 1ª edição
Ano: 1973
Nº de Páginas: 29 - III - Pág. 36
Capa e extratextos: Fernando Azevedo (1923-2002)
Ilustrações: Fernando Azevedo
Dimensões: 18,5 cm x 12,5 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, excelente exemplar, como novo, muito estimado

Preço:   75,00 €
Referência: 2412003

Sinopse:  Pequeno livro de muito rara aparição no mercado alfarrabista, 1ª edição do conto "O Embargo", publicado para oferta de de Natal de 1973 aos Amigos/Clientes dos Estúdios Cor.
Conto que narra uma história, curiosa, absurda, excecional.





quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Felgueiras de Ontem e de Hoje

Título: Felgueiras de Ontem e de Hoje
Autor: M. Antonino Fernandes
Editor: Câmara Municipal de Felgueiras
Edição: 
Género: Monografia
Idioma: Português
Ano: 1989
Nº de páginas: 213
Dimensões: 17,3 cm x 24,2 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     23,00 €
Referência:  2411016

Sinopse: Monografia do concelho de Felgueiras que inclui Carta Geo-administrativa do Concelho e transcrição de alguns documentos medievais importantes como o Foral Novo da Terra de Felgueiras, datado de 15 de Outubro de 1514.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Couseiro de Myranda

Título:
Couseiro de Myranda
Autor: Edgard Panão
Editor: Minerva - Coimbra
Edição: 
Ano: 
Nº de páginas: 280
Dimensões: 24,5 cm x 19,3 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     45,00 €
Referência:  2411015

Sinopse: “Foi apresentada recentemente a nova edição do Cancioneiro Popular de Miranda do Corvo organizado por Edgard Panão. A edição original, publicada em 1953, por Belisário Pimenta, teve uma tiragem de 50 exemplares rubricados e assinados pelo autor. Baseada nessa 1ª edição, este volume, que agora se publica, teve como organizador e editor literário Edgard Panão e contou com a chancela das edições MinervaCoimbra.

Contem uma nota prefacial do Prof. Doutor José Augusto Cardoso Bernardes (Diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra), uma nota justificativa para esta publicação do Dr. Edgard Panão intitulada " Razões para a nova edição do Cancioneiro Popular de Miranda do Corvo" e ainda um anexo à nova edição de autoria do Prof. Doutor António de Oliveira, que apresentou esta obra, numa sessão que decorreu na Livraria Minerva, da rua de Macau, em Coimbra.nagear Belisário Pimenta, um eminente vulto da Cultura portuguesa da primeira metade do século XX, que publicou perto de 1000 publicações para as quais, de um modo geral, foi convidado para a sua elaboração, e sendo que, para a publicação das mesmas, teve apoio em jornais, revistas, opúsculos, etc.

A sessão foi iniciada por Isabel de Carvalho Garcia (Minervacoimbra) que teceu algumas considerações sobre o autor e elogiou a sua forma altruísta de para além da sua satisfação pessoal, fazer uma investigação cuidada de índole histórica e genealógica para publicação desde 1993, altura em que se reformou. Com vários livros publicados, Edgard Panão, tem contribuído para perpetuar a história regional e local, assim como a memória de alguns vultos da nossa cultura,  sendo esta publicação o seu mais recente testemunho.”

Primeira Colectânia de Poetas Felgueirenses

Título: Primeira Colectânia de Poetas Felgueirenses
Autor: 
Editor: Edição da Câmara Municipal de Felgueiras
Edição: 1ª edição
Ano: 1989
Nº de páginas: 160 páginas
Dimensões: 15 cm x 21 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom, ainda com as páginas por abrir

Preço:     25,00 
Referência:  2411014

Sinopse:

Curiosidades de Guimarães

Título: Curiosidades de Guimarães
Autor: Alberto Vieira Braga
Editor: Sociedade Martins Sarmento
Edição: 
Ano: 
Nº de páginas: 377
Dimensões: 18,5 cm x 21,6 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     27,50 €
Referência:  2411013

Sinopse:

Três Jóias Esquecidas, Marialva, Linhares e Castelo Mendo

Título: Três Jóias Esquecidas
             Marialva, Linhares e Castelo Mendo
Autor: Vitor M. L. Pereira Neves (Dr.)
Editor: Gráfica de S. José, Lda.
Edição: 
Ano: 1993
Nº de páginas: 216
Dimensões: 16 cm x 21 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     30,00 
Referência:  2411012

Sinopse:

terça-feira, 26 de novembro de 2024

A Comarca de Felgueiras - Documentos para a sua história

Título: A Comarca de Felgueiras
             Documentos para a sua história
Autor: Manuel Bragança
Editor: Edição do Autor
Edição: 1ª edição
Ano: 1955
Nº de páginas: 195 págs.+ (2) fls.+ 8 grav.s extra- texto;
Dimensões: 22 cm x 16 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     27,00 €
Referência:  2411011

Sinopse: "Vai completar dentro em pouco cem anos de existência a Comarca de Felgueiras. Como contribuição, embora modesta, para as comemorações deste centenário - no pressuposto optimista de que não passará despercebida a efeméride - se elaborou o presente volume. Os Documentos nele transcritos, em grande parte inéditos, interessam não só à história de Felgueiras como à de outras localidades, e até a um perfeito conhecimento da vida portuguesa em meados do séc XIX. (...) 

Resende e a sua História

Título: Resende e a sua História
Autor: Joaquim Correia Duarte
Editor: Câmara Municipal de Resende
Edição: Câmara Municipal de Resende
Volume: Volume I - O Concelho
Ano: 1994
Género: Monografia\
Nº de páginas: 864 páginas
Dimensões: 18,4 cm x 24,7 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom

Preço:     26,00 €
Referência:  2411010

Sinopse: Extensa e bem estruturada e documentada monografia que neste voluma se ocupa do Concelho de Resende.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Revista Internacional - O Soneto neo-latino

Título: Revista Internacional
             O Soneto neo-latino
Directores:
Alvaro de Castellões e Julio Brandão. Vila Nova de Famalicão
Editores: Alvaro de Castellões e Julio Brandão. Vila Nova de Famalicão
Edição: 1ª edição
Ano:
Nº de páginas: 224 - XX
Dimensões: 
19 cm x 25,5 cm
Encadernação: Brochura
Estado de conservação: Bom exemplar, todavia a capa da brochura apresenta-se cansada e suja assim como a lombada.

Preço:     40,00 €
Referência:  2411009

Sinopse: Revista que tem por programa o ”intercâmbio pan-latino e de vulgarização das boas produções poéticas da nossa língua”, insere nas suas páginas, sonetos de autores Argentinos, Belgas, Brasileiros, Espanhóis, Franceses, Italianos, Mexicanos, Portugueses e Românicos.

“De tôdas as formas líricas uma das que mais profundamente impressionam e seduzem, é sem dúvida o Soneto. Miragem enganadora dum oásis que atrai a maior parte, mas que raros logram alcançar ao cabo de longas fadigas. Dêle dizia Antero de Quental: ‘Esta é a forma lírica por excelência: o manto alvo e casto com que tem de se envolver, para ver dia, aquelas partes mais pudicas, mais melindrosas, mais puras da alma. Esta é a forma superior do lirismo do coração (...)’ “.— retirado de Duas Palavras.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Os Primórdios da Maçonaria em Portugal

Título: Os Primórdios da Maçonaria em Portugal
Autor: Graça da Silva Dias e José Sebastião da Silva Dias
Editor: Instituto Nacional de Investigação Científica. Lisboa.
Edição: 1ª edição
Ano: 1980 (Lisboa)
Nº de volumes: 4 volumes (A obra está estruturada num primeiro volume, dividido em 2 tomos, de carácter expositivo com 12 capítulos da autoria de J. S. da Silva Dias e de um segundo volume da autoria de Graça da Silva Dias, também dividido em 2 tomos).
Nº de páginas: 420; [iv], 421-925; [iv], 438; [iv], 439-979 págs. com a numeração seguida nos dois tomos de cada volume.
Dimensões: 22 cm x 15 cm
Encadernação: Editorial, brochura
 
Preço:  Sob consulta
Referência: 2409002
 
Sinopse: Trabalho de investigação fundamental para o conhecimento e estudo das origens e das principais características da Maçonaria, que foi sempre causa de fascínio e desconfiança devido ao secretismo, que é a sua base principal. Obra que se centra sobre o período de 1733 a 1832, segundo Siva Dias: «revela um conjunto de fontes e de factos, empreende uma sistematização de ideias e de dados, correlaciona o maçónico e o profano, o maçónico e o cultural, o político e o social, como antes se não praticara. Lança uma luz sobre a época, que renova a sua leitura e as bases documentais ou discursivas em que esta se apoia.» A obra está estruturada num primeiro volume, dividido em 2 tomos, de carácter expositivo com 12 capítulos da autoria de J. S. da Silva Dias e de um segundo volume da autoria de Graça da Silva Dias, também dividido em 2 tomos, onde são
transcritos vários processos da Inquisição contra pessoas acusadas de pertencerem à Maçonaria, outros documentos sobre perseguições aos mações e contém um conjunto de 20 excursos onde são esclarecidos e aprofundados determinadas questões abordas no 1º volume. Inclui fontes, bibliografia e índice onomástico e ideográfico. José Sebastião da Silva Dias (Arcos de Valdevez, 1916 - Lisboa, 1994) Formado em direito, doutorado em filosofia, professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi um brilhante e fecundo investigador e professor, distinguindo-se pelo grande número de discípulos que preparou. Toda a sua investigação é uma continuada e lúcida tentativa de compreensão da cultura Portuguesa, sem submissão a visões superficiais e ideológicas. Em Coimbra criou o Instituto de História e Teoria das Ideias, fundou o Centro de História da Sociedade e da Cultura e lançou a Revista de História das Ideias. Em 1980 transferiu-se para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi o responsável científico pelo Centro de História da Cultura e fundou a revista Cultura, História, Filosofia. Maria da Graça Silva Dias, Investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Language: Português / Portuguese Location/localizacao: I-62-H-25. Seller Inventory # 2212PG010
Obra das mais completas que se publicaram sobre a maçonaria em Portugal, de grande importância para todos quantos se dedicam ao estudo desta instituição, nas suas vertentes histórica, política, cultural e social.
Dizem-nos os autores que “(…) O nosso livro não é, portanto, nem libelo nem apologia. Constitui uma narrativa e uma interpretação, que procurámos fossem imparciais e correctas. (…) O texto que vai ler-se é o produto de grandes canseiras, de peregrinações por bibliotecas e arquivos, de noites mal dormidas, e de anos a fio sem fim de semana. (…) Estamos convictos de que a obra publicada revela um conjunto de fontes e de factos, empreende uma sistematização de ideias e de dados, correlaciona a maçónico e o profano, a maçónico e o cultural, o político e social. Lança uma luz sobre a época, que renova a sua leitura e as bases documentais ou discursivas em que se apoia”.

Livro das Fortalezas de Duarte Darmas

Título: Reprodução Anotada do Livro das Fortalezas de Duarte Darmas
Por: João de Almeida
Editora: Editorial Império (Lisboa) - Edição muito cuidada) Muito Rara, invulgar
Ano: 1943
Dimensões: IN-4º (Oblongo)
Nº de páginas: 470-II págs. E

Preço:   500,00 €
Referência: 2409001

Sinopse: Estamos em presença dum livro muito raro e de muito difícil aparição no mercado alfarrabista.
Trata-se da cópia do "Livro das Fortalezas" do original em pergaminho que se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
São reprozuzidos 57 aspectos das fortalezas situadas na raia de Espanha, cada uma acompanha de um textodo General Ferreira de Almeida.
É, segundo alfredo Pimenta, livro "rico de informações arquitectónicas, topográficas, etnográficas, históricas e linguísticas".
Obra de grande importância para o conhecimento do estado geral das fortificações fronteiriças com Espanha ao tempo de D. Manuel I; revela em pormenor não só o estado das fortificações mas também os percursos entre as povoações, distâncias, acessos, caminhos, cursos de água, pontes, fontes, poços, terrenos agrícolas, edifícios militares, religiosos e civis.

domingo, 14 de julho de 2024

História de Portugal

Título: História de Portugal
Direção Literária: Damião Peres
Direção artística: Eleutério Cerdeira
Editor: Portucalense Editora. Barcelos
Edição: Edição Monumental. Comemorativa do 8º centenário da Fundação da Nacionalidade
Anos: Compreendido entre 1928 e 1937
Nº de volumes: 8 volumes
Encadernação: Encadernação editorial  de capa  dura em tons vermelhos, decorada com gravações artísticas em tons  de negro e  inscrições a ouro nas lombadas  e pastas. Exemplares excelente conservação.
Nº de páginas: 519, 720, 672, 576, 576, 768, 799, 1430, respetivamente
Estado de conservação: Bons exemplares
Dimensões: 22 cm x 30,5 cm
Encadernação: Bons exemplares

Preço:     240,00 € (8 volumes)
Referência:  2407004

Sinopse: Edição Monumental. Comemorativa do 8º centenário da Fundação da Nacionalidade. Profusamente ilustrada e colaborada pelos mais eminentes historiadores e artistas portugueses. Direção literária de Damião Peres. Direção artística de Eleutério Cerdeira. Portucalense Editora. Barcelos. MCMXXVIII (1928) – MCMXXXVII (1937). Obra em oito (8) volumes (VII volumes + 1 Índice). Esta História de Portugal é considerada uma das melhores e mais completas obras até hoje publicada. Ilustrada com milhares de gravuras a cores e a preto e branco no texto e em separado.

Descrição da obra

Volume 1:
Introdução
Publicado em 1928, 519 páginas
"Condições geográficas" por Mário de Vasconcelos e Sá
"A Lusitânia pré-romana" por A. A. Mendes Correia
"O domínio romano" por Virgílio Correia
"O domínio germânico" por F. Newton de Macedo
"Arte visigótica" por Virgílio Correia
"O domínio árabe" por David Lopes
"A reconquista cristã" por Damião Peres
"O condado portucalense" por Manuel Ramos

Volume 2:
Primeira Época (1128-1411)
Publicado em 1929, 720 páginas
"História política" por Manuel Ramos, Ângelo Ribeiro e Damião Peres
"Organização económica" por João Lúcio de Azevedo
"Organização social e administração pública" por Manuel Paulo Merêa
"Organização militar" por Vitoriano José César
"Cultura" por José Joaquim Nunes

Volume 3:
Segunda Época (1411-1557)
Publicado em 1931, 672 páginas
"História política" por Damião Peres, Ângelo Ribeiro, F. Newton de Macedo e António Baião
"Descobrimentos e conquistas" por Jaime Cortesão
"Organização económica" por J. Lúcio de Azevedo

Volume 4:
Segunda Época (1411-1557)
Publicado em 1932, 576 páginas
"Domínio ultramarino" por Jaime Cortesão e David Lopes
"Cultura" por Jaime Cortesão, Joaquim de Carvalho, Eleutério Cerdeira, Francisco Teófilo de Oliveira Júnior e Virgílio Correia
"Assistência" por Ângelo Ribeiro

Volume 5:
Terceira Época (1557-1640)
Publicado em 1933, 576 páginas
"História política" por J. M. de Queirós Veloso
"Organização económica" por J. Lúcio de Azevedo
"Domínio Ultramar" por Jaime Cortesão
"Assistência e cultura" por Ângelo Ribeiro, Virgílio Correia, José Teixeira Rego, Hernâni Cidade, Joaquim de Carvalho e Jaime Cortesão

Volume 6:
Quarta Época (1640-1815)
Publicado em 1934, 768 páginas
"História política" por Damião Peres, Ângelo Ribeiro
"Organização económica" por Damião Peres
"Cultura e assistência" por F. Newton de Macedo, Hernâni Cidade, Luís de Pina, Aarão de Lacerda e Ângelo Ribeiro
"Domínio ultramarino" por Jaime Cortesão

Volume 7:
Quinta Época (1816-1918)
Publicado em 1935, 799 páginas
"História política" por Damião Peres, Joaquim de Carvalho, Carlos Passos, Marques Guedes e Ângelo Ribeiro
"Domínio ultramarino" por M. de Vasconcelos e Sá, J. G. Santa Rita, Manuel Lopes de Almeida
"Organização económica" por Damião Peres
"Cultura e assistência" por F. Newton de Macedo, João de Barros, Luís de Pina, Aarão de Lacerda, Ângelo Ribeiro e Damião Peres

Volume 8:
Índices
Publicado em 1937, 1430 páginas
Índice geral das gravuras
Índice geral das estampas
Índice remissivo: onomástico, toponímico e de assuntos
Índice geral

domingo, 10 de março de 2024

Poesia - Eugénio de Andrade

Título: Poesia
Autor: Eugénio de Andrade
Editor: Modo de Ler
Prefácio: Não tendo sido possível, por motivos de saúde, pedir a Óscar Lopes um prefácio para esta edição utilizou-se um texto do grande estudioso da obra de Eugénio de Andrade - "A Mãe d´Água ou A Poesia de Eugénio" publicado em 1993, que era de particular predilecção do poeta.
Número de páginas: 714
Encadernação: Encadernação editorial com sobrecapa
Ano: 2011
Dimensões:
Estado de conservação: Livro novo

Preço:  50,00 €
Referência: 2403001

Sinopse: "Poesia" de Eugénio de Andrade reúne toda a sua obra poética, desde "Primeiros Poemas" (recuperados dos dois primeiros livros - Adolescente e Pureza- que o autor repudiou) e "As Mãos e os Frutos" (1948) até "Os Sulcos da Sede" (2001), a sua última obra poética. Não tendo sido possível, por motivos de saúde, pedir a Óscar Lopes um prefácio para esta edição utilizou-se um texto do grande estudioso da obra de Eugénio de Andrade - "A Mãe d´Água ou A Poesia de Eugénio" publicado em 1993, que era de particular predilecção do poeta.

Autor: "Eugénio de Andrade, poeta português, Eugénio de Andrade (1923-2005), pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Em 1947 ingressou na função pública, como funcionário dos Serviços Médico-Sociais, e em 1950 fixou residência no Porto. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelando-se em 1948, comAs Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro, o seu nome não se encontra vinculado a nenhuma das publicações que marcaram, enquanto lugar de reflexão sobre opções e tradições estéticas, a poesia contemporânea, embora tenha editado um dos seus volumes, As Palavras Interditas, na coleção "Cancioneiro Geral" e colaborado em publicações como Árvore, Cadernos do Meio-Dia ou Cadernos de Poesia. É, aliás, nesta última publicação, editada nos anos quarenta, que se firmam algumas das vozes independentes, como Ruy Cinatti, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Jorge de Sena, que inaugurariam, no século XX, essa linhagem de lirismo depurado, exigente, atento ao poder da palavra no conhecimento ou na fundação de um real dificilmente dizível ou inteligível, em que Eugénio de Andrade se inscreve. A escolha dos inofensivos substantivos "pureza" e "leveza" para referir a sua obra derivará talvez da noção do impulso de purificação que a sua poética confere às palavras através da exploração de um léxico essencial até à exaltação. Quando Maria Alzira Seixo fala do caminho que esta poesia percorre "na senda do rigor da lápide" ("Every poem is an epitaph", já dizia Eliot) levanta o véu de um dos pontos fulcrais desta poesia que, nas palavras do próprio Eugénio de Andrade (Rosto Precário), se afirma como o "lugar onde o desejo ousa fitar a morte nos olhos". Falar desta obra como morada da "leveza" e da "pureza" é encobrir o que nela há de ofício de paciência e de desesperada busca. Talvez seja preferível falar da força básica de um léxico de tal maneira investido da radicação do corpo do objecto amado no mundo e na sua paisagem que é capaz de impor o desejo da luz no coração das trevas da mortalidade. Eugénio de Andrade surgirá, assim, como o poeta da "correlação do corpo com a palavra" (Carlos Mendes de Sousa), da sexualidade trabalhada verbalmente até atingir uma "zona gramatical cega" (Joaquim Manuel Magalhães) onde o referido sexual não tem género gramatical referente porque o discurso em que vive pertence já a uma dimensão cuja musicalidade representa a recuperação de uma voz materna intemporal. Eugénio de Andrade foi elemento da Academia Mallarmé (Paris) e membro fundador da Academia Internacional "Mihail Eminescu" (Roménia). Para além de tradutor de vários autores, cujas obras recriou poeticamente (García Lorca, Safo, Borges), e organizador de várias antologias poéticas, é autor de obras como Os Afluentes do Silêncio (1968), Rosto Precário (1979), À Sombra da Memória (1993) (em prosa), As Mãos e os Frutos (1948), As Palavras Interditas (1951), Ostinato Rigore (1964), Limiar dos Pássaros (1976), Rente ao Dizer (1992), Ofício da Paciência (1994), O Sal da Língua (1995) e Os Lugares do Lume (1998). Recebeu ao longo da sua vida vários prémios: Pen Clube (1986), Associação Internacional dos Críticos Literários (1986), Dom Dinis (1988), Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1989), Jean Malrieu (França, 1989), APCA (Brasil,1991), Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (República da Sérvia, 1996), Prémio Vida Literária atribuído pela APE (2000) e, em maio de 2001, o primeiro prémio de poesia "Celso Emilio Ferreiro" atribuído em Orense, na Galiza. Em 2001, a 10 de maio, Eugénio de Andrade foi homenageado na Universidade de Bordéus por altura da realização do "Carrefour des Littératures", tendo sido considerado um dos mais importantes escritores do século XX. Estiveram presentes várias ilustres personalidades, entre elas o Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio. A 10 de Julho foi distinguido com o Prémio Camões e, ainda no mesmo ano, foi lançado um CD com poemas recitados pelo próprio autor. Em 2002, foram atribuídos os prémios PEN 2001 e Eugénio de Andrade recebeu o prémio da área da poesia pela sua obra Os Sulcos da Sede. No dia em que comemorou o seu octogésimo aniversário foi homenageado na Biblioteca Almeida Garrett do Porto. Em 1991, foi criada na cidade do Porto a Fundação Eugénio de Andrade. Para além de ter servido de residência ao poeta, esta instituição tem como principais objetivos o estudo e a divulgação da obra do autor assim como a organização de diversos eventos como, por exemplo, lançamentos de livros, recitais e encontros de poesia. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2005."


segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Advogados e Juízes na Literatura e na Sabedoria Popular

Título: Advogados e Juízes na Literatura e na Sabedoria Popular
Prefácio: Alberto Sousa Lamy
Editor: Ordem dos Advogados
Edição: 1ª edição
Ano: 2001 (Abril)
Dimensões:  16,5 cm x 24,8 cm
Nº de páginas:  1296 páginas distribuídas pelos 3 volumes
Capa: Dura, cartonada com sobrecapa e badanas
Estado de conservação: Bom estado de conservação

Preço:    45,00 €    (Três volumes)
Referência: 2312022

Sinopse: "Advogados e Juizes na Literatura e na Sabedoria Popular é um estudo e compilação das citações literárias encomiásticas e cáusticas, da poesia, fábula, romance, novela, conto e teatro, desde As Vespas (422 a.C), de ARISTÓFANES, à actualidade, referentes aos Advogados e à Advocacia, aos Juizes e à Justiça, ao Ministério Público, ao Juiz de Instrução, ao Júri.
Compreende, além de recordações e anedotas da vida judicial, adágios, aforismos, apotegmas, axiomas, considerações humanísticas, definições mordazes, ditos curiosos, espirituais e históricos, epigramas, frases célebres e populares, locuções, máximas, pensamentos, provérbios, paradoxos, reflexões, sarcasmos, sentenças, textos e vocábulos.
Relacionam-se os Advogados e Juizes escritores, as obras literárias mais conhecidas sobre a Advocacia, a Justiça e o Ministério Público, e os Personagens (Advogados, Juizes e Ministério Público) célebres da História da Literatura."
 
Prefácio: "Em data que a memória fugidia não ajuda a confirmar, porventura em meses finais de mandato de Bastonário, o Alberto Sousa Lamy honrou-me com o convite para prefaciar a sua obra «Advogados e Juizes na Literatura e na Sabedoria Popular».
Assumi o compromisso com temeridade.
O tempo, viscoso, decorreu e a voragem de um interregno na minha vida de Advogado, fazia emergir quantas vezes em noites mal dormidas o sentimento de culpa por tardar no cumprimento da obrigação.
Prefaciar é uma arte difícil, e a obra de Alberto Sousa Lamy é surpreendente e cheia de ineditismo.
Não tem género; não é uma enciclopédia, mas contém saber enciclopédico; não é memória de aforismos, mas reproduz sabedoria popular; não é crítica literária mas é saber literário; e referência a tragédia, a drama e a comédia; é retrato de grandeza humana e o oposto também, história geral da infâmia, com matriz de conto de Jorge Luís Borges.
Contém os traços e os indícios de percursos de Biblioteca, mas também da vida dos homens.
Permite-nos antever o autor, bibliófilo, anotador, viageiro, observador curioso, quantas vezes céptico e irónico, para com a profissão e o teatro judiciário que abraçou, que abraçamos, como destino das nossas vidas.
Advogados, manobradores da escrita e da fala, como navalhas em arte de finta.
Juizes como senhores do mais absoluto dos poderes: o de decidir o destino individual daqueles que por má-sorte ou culpa têm lugar no banco dos acusados.
Na obra de Sousa Lamy transparece, como pano de fundo, o volteio de Valores, que anima todos aqueles que carregam como pedra de Sísifo, a ânsia pela construção de Justiça e a busca da Verdade.
Mas revela também a cesta dos vícios, da ganância, da negligência, da violência, da falcatrua e da mentira, que nos transporta aos diversos patamares do Inferno de Dante.
A obra de Sousa Lamy lembrou-me um dos mais sábios responsos, que na minha infância ouvi a velho mestre de pesca às trutas, nas serranias da Peneda: «Menino, Deus Nosso Senhor nos livre das becas dos magistrados, das togas dos advogados e das correias militares!».
Que sabemos hoje mais para além deste dito?
Que ele revela sentimento atávico de desconfiança e temor que os simples carregam, quando os acasos da vida forçam a sofrer os constrangimentos impostos pêlos mais fortes, ou os poderes do Estado impõem servidões e sofrimento.
Que sabemos nós acerca da infelicidade que usualmente percorre o teatro judiciário?
Que estamos no nosso labirinto, que os filhos dos nossos filhos continuarão a percorrer, tentando construir memórias de exemplos e de talentos numa obra que não tem fim e que continuarão a escrever. Sem sermos capazes de responder bem à única pergunta que verdadeiramente importa, formulada por Pilatos no Pretório de Jerusalém. Nós que crucificamos todos os dias o «Filho do Homem» a quem não é encontrada qualquer culpa.
A obra de Alberto de Sousa Lamy é em suma, um repertório de testemunhos de tragédias e dramas da Vida Humana, e da pretensão a podermos ajuizar sobre ela.
Ficaram as marcas dessa pretensão, deixadas por alguns mais ilustres, e de maior talento, que por ditos e por feitos, deles quisemos fazer exemplos.
Mas é também referência ao doce sabor do riso e ao dito de espírito, que irmana no contentamento a convivência humana e que compensa a amargura da existência.
Quantas vezes o humor ajuda a construir a Justiça!
São esses exemplos que o tombo de Sousa Lamy nos traz, e que servirá porventura de guião a gerações de Advogados e Magistrados.
Que o iremos seguramente citar, em escritos forenses, em referências que trazem saber de experiência de pacificação, arrefecendo as paixões que animam as querelas entre os Homens. Mas também, em evidências de estoicismo e de coragem.
Encontraremos sempre esses exemplos e os que ilustram a visão tolerante que ajuda a construir a virtude da Fraternidade.
Creio que estamos todos, advogados e juizes portugueses, agradecidos ao Alberto de Sousa Lamy, por ter escrito este livro. Não só por esse feito, mas pela vida dele podermos apontar exemplo." 
Lisboa, Julho de 2001.
Júlio de Castro Caldas

domingo, 1 de outubro de 2023

Domingo à Tarde

Titulo: Domingo à Tarde
Autor: Fernando Namora
Editor: Livros do Brasil
Edição: 1ª edição
Ano: 1961
Nº de páginas: 258 - VI páginas
Dimensões: 14,5 cm x 20,5 cm
Encadernação: Encadernação editorial (original), capa dura
Estado de conservação: Bom
Preço:    35,00 €
Referência: 2310001

Sinopse:       Estamos em presença da primeira edição da obra, galardoada com o “Prémio José Lins do Rêgo” cujos exemplares estão numerados e rubricados pelo autor. 
Passou pela Comissão de Censura, tendo sido autorizada a sua publicação.