quarta-feira, 12 de novembro de 2025

A Vida Amorosa de Malaquias Raposo - Cenas da Vida Contemporânea

A Vida Amorosa de Malaquias Raposo
             Cenas da vida contemporânea
Autor: Ramada Curto
Editor: Livraria Simões Lopes - Porto
Edição: 2ª edição
Ano: 1955
Ilustrações de: Fernando Bento
Dimensões: In 8º - 19 cm x 13 cm
Nº de páginas:  334 págs.
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Exemplar com ligeiros danos na capa de brochura, miolo limpo

Preço:   18,00 € 
Referência: 2511008

Sinopse: "A Vida Amorosa de Malaquias Raposo" é um livro da autoria de Amílcar Ramada Curto (1886-1961).

O livro, que tem como subtítulo "scenas da vida contemporânea" ou "cenas da vida contemporânea", foi publicado originalmente em 1931 por J. Rodrigues & Ca., em Lisboa, e mais tarde reeditado pela Livraria Simões Lopes, no Porto, em 1955. É considerado o segundo volume de uma série ou coleção intitulada "Vida contemporânea".

Ramada Curto, que era advogado, político, cronista e dramaturgo, utilizou a sua experiência forense como fonte de inspiração para criar as personagens das suas obras, que se destacam pela sua riqueza psicológica. A sua escrita insere-se num estilo de realismo naturalista, com uma preocupação de crítica social e de costumes, e um fundo moralizante.

A obra descreve, como o título sugere, as peripécias e os episódios amorosos do personagem Malaquias Raposo no contexto da vida social da época.

S. Miguel, a Ilha Verde e através dos Açores (Excerpto da Ilha do Corvo)

Título: S. Miguel, a Ilha Verde
             e através dos Açores
             (Excerpto da Ilha do Corvo)
Autora: Robélia de Sousa Lôbo Ramalho
Editor:
Edição: 1ª edição
Ano: 1952 (Lisbos)
Género: Monografia
Dimensões: 19,5 cm x 12,5 cm
Nº de páginas:  52
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom
Preço:   16,00 € 
Referência: 2511007

Sinopse: "S. Miguel, a Ilha Verde e através dos Açores (Excerpto da Ilha do Corvo)" é o título de um livro de D. Robélia de Sousa Lôbo Ramalho, publicado em Lisboa em 1952. Este livro, com um conteúdo ilustrado e 52 páginas, trata sobre a Ilha Verde, a maior das ilhas dos Açores. A frase "através dos Açores" sugere uma visão mais abrangente do arquipélago, mas o "Excerpto da Ilha do Corvo" indica que se foca noutras ilhas também, ou que talvez a edição original abranja mais do que o título sugere.

Por Um Novo Humanismo - Ensaios

Título: Por Um Novo Humanismo
             Ensaios
Autor: Rodrigo Soares
Editor: Livraria Portugália - Porto
Edição: 1ª edição
Ano: 1947 (Porto)
Género: Ensaios
Dimensões: 19,5 cm x 12,5 cm
Nº de páginas:  340 páginas
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom

Preço:   16,00 € 
Referência: 2511006

Sinopse: Publicado em 1947 este livro contém uma coleção de ensaios que exploram temas relacionados ao humanismo e à busca por uma sociedade mais justa e equilibrada. O autor aborda aspetos culturais, sociais, e filosóficos, refletindo sobre a necessidade de um novo humanismo que valorize a dignidade humana e promova a igualdade. A obra é uma contribuição significativa ao pensamento humanista e responde ao contexto pós-Segunda Guerra Mundial, quando muitas pessoas buscavam redefinir valores e ideais em meio à reconstrução social e moral.

"Por Um Novo Humanismo: Ensaios" é uma obra de Rodrigo Soares, publicada em 1947 pela Livraria Portugália, no Porto.

O livro é uma coleção de ensaios que exploram temas filosóficos, culturais e sociais, refletindo sobre a necessidade de um humanismo renovado que valorize a dignidade humana e promova uma sociedade mais justa e equilibrada. O autor aborda vários aspetos da condição humana e da sociedade da época, propondo uma visão que se alinha, em parte, com as ideias do neorrealismo português, movimento do qual Rodrigo Soares foi colaborador em revistas como a "Seara Nova" e a "Vértice".

A obra é considerada um marco no pensamento do autor e na discussão sobre o humanismo em Portugal no pós-guerra.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Coração Português

Título: Coração Português
Autor: Rocha Martins
Editor: Editorial "Inquérito" - Lisboa
Edição: 1ª edição
Ano: 1946 
(Lisboa)
Coleção: "Romances da História Nacional", sendo o terceiro volume dessa série.
Nº de volume na coleção: Volume terceiro
Género: Romance Histórico
Dimensões: 19,5 cm x 12,5 cm
Nº de páginas:  340 páginas
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom, com ligeiras manchas de oxidação na capa

Preço:   20,00 € 
Referência: 2511005

Sinopse: "Coração Português" é o título de um livro da autoria de Rocha Martins (Francisco José da Rocha Martins, 1879-1952), um prolífico escritor, jornalista e historiador português.

A obra foi publicada em 1946 pela Editorial Inquérito, como parte da coleção "Romances da História Nacional", sendo o terceiro volume dessa série.

Trata-se de um romance histórico que reflete o interesse do autor em temas da história de Portugal, procurando, através da narrativa romanesca, explorar e divulgar episódios e figuras marcantes do passado português.

Rocha Martins foi um autor bastante ativo, com uma vasta bibliografia que abrange diversos géneros, mas com particular enfoque na história e na biografia. A sua escrita, acessível e envolvente, visava muitas vezes um público mais vasto, interessado em conhecer a história nacional de forma apelativa.

Luanda 61

Título:
Luanda 61
Texto e coordenação: Almeida Santos e Alvim Braga
Editor: Repartição Municipal de Cultura e Turismo
Edição: 
Ano: 1961 (Luanda)
Dimensões: 29 cm x 22 cm
Nº de páginas:  126 páginas
Encadernação: Brochura
Ilustrações: Profusamente ilustrado
Fotografias: Fotos Luz, Império e C.I.T.A
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom, tem uma assinatura de posse impercetível na parte superior da capa e o interior das letras do título Luanda 61 com as letras preenchidas no interior como mostra a fotografia. Miolo completamente limpo.

Preço:   175,00 €   (Livro / Documento muito raro, de muito difícil aparição no mercado alfarrabista)

Referência: 2511004

Sinopse: Documento histórico de elevada importância em que o autor, procurou representar a vida mundana da população angolana da zona urbana de Luanda, entre a cidade de cariz iminentemente europeia e os diversos muceques que a rodeavam, com os hábitos e costumes enraizados das suas populações, no ano em que teve início a guerra colonial.

Do índice:
Pórtico 
Luanda 61
- No nascimento;
- Na infância;
- Na escola;
- Nas manifestações religiosas;
- Nas festas;
- No casamento;
- No trabalho;
- Nos momentos de folga;
- No desporto;
- Nos transportes colectivos;
- Na doença;
- Nas manifestações patrióticas;
- Nos actos solenes;
- Na defesa do património comum;
- Na dor;
- Na morte;
- PARA A FRENTE ! PARA A FRENTE !
(Construção e desenvolvimento em Luanda)
- HÁ LUTO NA NOSSA CASA !
(O terrorismo e os massacres no norte)

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Direito Romano (IUS ROMANUM)

Título: Direito Romano
             (IUS ROMANUM)
              Introdução, Fontes
Autor: Sebastião Silva Cruz
Editor: Dislivro (Coimbra)
Edição: 4ª edição (Revista e actualizada)
Ano: 1984 (Abril)
Dimensões: 16,1 cm x 23,6 cm x 4,9 cm
Nº de páginas:  630 págs.
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom

Preço:   25,00 € 
Referência: 2511003

Sinopse: O livro "Direito Romano (Ius Romanum)" de Sebastião Cruz é uma obra de referência fundamental no estudo do Direito Romano em Portugal.

Aqui estão algumas das principais características e informações sobre a obra:

Conteúdo: O livro aborda a introdução e as fontes do Direito Romano. É um manual académico utilizado em cursos de Direito, cobrindo a história e os princípios fundamentais desta disciplina.

Autor: Sebastião da Silva Cruz (comumente referido como Sebastião Cruz) foi um distinto professor e jurista português, cuja obra teve grande impacto no ensino do Direito Romano.

Edições: A obra teve várias edições ao longo dos anos. Uma das edições conhecidas é a 4.ª edição, revista e actualizada, publicada em 1984 pela DisLivro, com aproximadamente 630 páginas.

Público-alvo: É predominantemente utilizado por estudantes e académicos de Direito como material didático essencial para a compreensão dos fundamentos do sistema jurídico romano e a sua influência no direito moderno.

Em resumo, é um manual académico clássico e amplamente reconhecido na área do Direito Romano em Portugal.

Kailâsha - Contos e Lendas do Hindustão (Índia)

Título: Kailâsha
             Contos e Lendas do Hindustão (Índia)
Autor: Telo de Mascarenhas
Editor: Edições Oriente
Edição: 1ª edição
Ano: 1937 (Lisboa)
Dimensões: 19 cm x 13 cm
Nº de páginas:  96 págs.
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Estado de conservação: Bom

Preço:   20,00 € 
Referência: 2511002

Sinopse: Como o título indica, o livro é uma coleção de contos e lendas inspirados na cultura e tradições do Hindustão (Índia).

Do autor: Telo de Mascarenhas (Goa, 1899-1979) foi um poeta, jornalista e ativista goes que lutou pela independência da Índia, tendo sido uma figura importante na literatura goesa de língua portuguesa.

domingo, 9 de novembro de 2025

Um Santo e Feliz Natal para todos os nossos Clientes, Amigos e Público em geral

Estimados clientes e amigos do Canto III Livraria Alfarrabista,

O Natal está a chegar, e com ele a magia, a luz e a memória de histórias que aquecem os nossos corações. É com imensa alegria e elevada gratidão que nos dirigimos a todos vós, que tornam a nossa livraria um verdadeiro canto, cântico dos cânticos, um hino aos livros.

Nesta época festiva, em que os gestos e as palavras ganham um significado especial, queremos desejar-vos um Santo e Feliz Natal. Que seja uma quadra repleta de paz, amor e alegria, partilhada com aqueles que mais amam.

Para que a vossa celebração seja ainda mais memorável, convidamos-vos a mergulhar no nosso vasto e fascinante universo de livros, onde cada obra tem uma alma, uma história para contar, e aguarda o momento de encontrar o seu novo lar.

Ofereça um livro e ofereça uma história!

Presenteie clássicos que nunca saem de moda, para os amantes da literatura intemporal.

Encontre edições raras e especiais, para os colecionadores e leitores mais dedicados.

Descubra novos autores e temas, para quem procura expandir os seus horizontes literários.

No Canto III, cada livro é um presente que perdura para sempre. Esperamos por vós, gostava-mos que nos honrassem com a vossa visita, para vos ajudar a escolher o presente perfeito, que levará o espírito do saber e da história a quem o receber.

Boas Festas!

A equipa do Canto III Livraria Alfarrabista

domingo, 2 de novembro de 2025

Revista Vértice - Número especial de Homenagem a Alves Redol

Título: "Vértice – Revista de Cultura e Arte"
Tema: Homenagem a Alves Redol
Autor: Alves Redol e outros
Editor: Editora Raul Gomes
Edição:
Números: 322-323 (número duplo)
Ano: 1970 /Novembro / Dezembro) - Coimbra
Encadernação: Brochura
Idioma: Português
Nº de Páginas: 246 páginas
Dimensões: In-4º 
Estado de conservação: Bom

Preço:  20,00 €
Referência: 2511001



Sinopse: A "Revista Vértice" número 322-323, de novembro/dezembro de 1970, é um número especial de homenagem ao escritor Alves Redol. Este número duplo da publicação "Vértice – Revista de Cultura e Arte" contém três inéditos do próprio Alves Redol, além de colaborações de outros autores como José Cardoso Pires, Celso Cruzeiro, Mário Dionísio, Fernando Namora, Matilde Rosa Araújo, José Manuel Mendes, Luiz Francisco Rebello, Henrique do Amaral e Joaquim.

domingo, 26 de outubro de 2025

Discografia José Afonso

As músicas do LP Cantigas do Maio, de José Afonso, lançado em 1971, são as seguintes:

CANTIGAS DO MAIO

"Senhor Arcanjo"
"Cantigas do Maio"
"Milho Verde"
"Cantar Alentejano"
"Grândola, Vila Morena"
"Maio, Maduro Maio"
"Ronda das Mafarricas"
"Mulher da Erva"
"Coro da Primavera"



O LP de 1970 Traz Outro Amigo Também, do cantor e compositor José Afonso, reúne as músicas seguintes:

TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM

"Traz Outro Amigo Também"
"Maria Faia"
"Canto Moço"
"Epígrafe Para a Arte de Furtar"
"Moda do Entrudo"
"Os Castelos"
"O Que Faz Falta"
"Canção do Desterro"
"Qualquer Dia"
"Que Amor Não Me Engana"
"Cantiga da Liberdade"

O LP Enquanto Há Força, de José Afonso, editado em 1978, inclui as seguintes músicas:

ENQUANTO HÁ FORÇA

Enquanto Há Força
Há uma Música do Povo
Perdidos na Noite
Certos Companheiros
Paz, Pão, Liberdade
É Para Ti
Elegia
O País Vai de Carrinho
Amanhã
As respostas

O LP Cantares do Andarilho, de José Afonso (1968), inclui as seguintes músicas:

"Natal dos Simples"
"Balada do Sino"
"Resineiro Engraçado" (tema popular da Beira Alta)
"Canção de Embalar"
"O Cavaleiro e o Anjo"
"Saudadinha" (tema popular dos Açores)
"Tecto na Montanha"
"Endechas a Bárbara Escrava" (letra de Luís de Camões)
"Chamaram-me Cigano"
"Senhora do Almortão" (tema popular da Beira Alta)
"Vejam Bem"
"Cantares do Andarilho" (letra de António Quadros)

O LP Contos Velhos Rumos Novos, de José Afonso, foi lançado em 1969 e inclui as seguintes faixas:


Bailia
Oh! Que Calma Vai Caindo
S. Macaio
Qualquer Dia
Vai, Maria Vai
Deus Te Salve, Rosa
Já o Tempo se Acostuma
Cantar Alentejano
Romance do Caçador
Canção de Embalar
Que Amor Não Me Engana



O álbum de 1976 de José Afonso, Com as Minhas Tamanquinhas, apresenta as seguintes músicas: 

"Os Fantoches de Kissinger"
"Teresa Torga"
"Os Índios da Meia-Praia"
"O Homem da Gaita"
"O Dia da Unidade"
"Com as Minhas Tamanquinhas"
"Chula da Póvoa"
"Como se Faz um Canalha"
"Em Terras de Trás-os-Montes"
"Alípio de Freitas" 


As músicas do LP Fura Fura, de José Afonso, lançado em 1979, são as seguintes:

Quanto é Doce
As Sete Mulheres do Minho
O Cabral Fugiu para Espanha
De Quem Foi a Traição
Quem Diz Que Pela Rainha
Na Catedral de Lisboa
Achêgate a Mim
Maruxa (Cantar Galego)
Senhora que o Velho
De Sal de Linguagem Feita
De Não Saber o Que Me Espera
Fura Fura

Grande parte das canções foram compostas para as peças de teatro de dois importantes grupos portugueses da época, A Barraca e A Comuna – Teatro de Pesquisa. Os Trovante participaram na direção musical e nos arranjos de algumas faixas.

O álbum de José Afonso, Coro dos Tribunais, foi lançado em 1974 (embora algumas fontes indiquem 1975) e é composto por 11 faixas. A gravação foi realizada em Londres com arranjos de Fausto Bordalo Dias.

llista de músicas:

"Coro dos Tribunais" (introdução)
"O Homem Voltou"
"Ailé! Ailé!"
"Não Seremos Pais Incógnitos"
"O Que Faz Falta"
"Lá no Xepangara"
"Eu Marchava de Dia e de Noite"
"Enquanto Há Força"
"Só Ouve o Brado da Terra"
"A Presença das Formigas"
"Coro dos Tribunais" (final)

A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) iniciou a classificação da obra fonográfica do músico, por considerar que representa “valor cultural de significado para a Nação”. De acordo com o anúncio então publicado em Diário da República, foi determinada a abertura do procedimento de classificação de um conjunto de 30 fonogramas da autoria do compositor e intérprete José Afonso, bem como de 18 cópias digitais de masters de produção de um conjunto de cassetes gravadas pelo autor e de um conjunto de entrevistas.

Preço:  20.00 € cada LP   - Discos de vinil novos
             10,00 € cada CD  - Cd's novos

Referência: 2510005

Caixinhas de música


CAIXINHA DE MÚSICA

 Trago sempre comigo
uma pequena e linda caixinha de música
onde guardo com presteza, todas
as minhas emoções.
 
E nela até mesmo produzo
alguns acordes que me dão prazer,
e muita satisfação.
 
É uma caixinha pintada
de vermelho, da cor da paixão
que abre e se fecha de acordo
com cada estação.
 
Ela assim reza todos os meus direitos,
sem ter nem mesmo nenhuma predileção.
A minha pequena caixinha de música
tem verde, e tem rosa, meu único
vício, desde então.
                   
                              Alexandre d Oliveira

Cada caixinha: 15,00 €

A Mulher Adúltera

D. Enrique Perez Escrich
Editor: Typographia Portugueza. Livraria Editora de Mattos Moreira & Comp.ª. Lisboa. 1873.
Ano: 1873 (Lisboa)
Nº de volumes: 4 volumes
Ilustrações: Ilustrações de Raphael Bordallo Pinheiro
Encadernação: Encadernação com lombada em pele, com ferros a ouro e folhas de guarda decorativas. Não preserva as capas de brochura.

Encadernação editorial com sobrecapa
Idioma: Português
Nº de Páginas: 316, [ii]; 316, [iii]; 317, [iii]; 334, [ii] págs
Dimensões: 17,5 cm x 13 cm
Estado de conservação: Bons exemplares
 
Preço:   85,00 €  (4 volumes)

Referência: 2510004

Sinopse:"A Mulher Adúltera" é um romance de costumes do escritor espanhol Enrique Pérez Escrich (1829–1897), um dos autores de folhetins mais populares do século XIX. A obra explora questões complexas de moralidade, casamento e as pressões sociais impostas às mulheres na Espanha dessa época.

Características da obra:

Género literário: Romance de costumes, que se foca nos hábitos e costumes da sociedade.

Temas: A história lida com as normas sociais e culturais que restringem a vida das mulheres, abordando a luta de uma mulher contra as expectativas da sociedade para lutar pelo amor e pela justiça.

Contexto: O romance, como muitas obras de Pérez Escrich, foi publicado em folhetins, uma forma popular de publicação seriada em periódicos que atingia um vasto público.

Impacto: Apesar da popularidade, a obra era considerada controversa para a sua época. Em 1915, foi descrita no Brasil como "uma obra indigna de um lar".

Outras obras do autor:

Pérez Escrich foi um autor prolífico, e a sua obra inclui outros romances e peças de teatro. Entre os seus títulos mais conhecidos estão:

O Cura da Aldeia
O Mártir do Gólgota
História de um Beijo
Os que Riem e os que Choram

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Festa do Livro

 

Informámos os nossos estimados Cliente, Amigos e público em geral, que a
Livraria Alfarrabista Canto III,
vai estar presente amanhã, 25 de outubro, na Festa do Livro no Centro Comercial de Cedofeita no Porto.
Convidámos a todos nos honrem com a vossa visita.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Canto III Livraria Alfarrabista



Jornal da B. D. (Jornal da Banda Desenhada)

Autores: Vários
Editor: Grupo BPI
Edição: Meribérica
Propriedade: Sojornal
Distribuição: Expresso
Datas de publicação: 1981 - 1987
Ilustrações: Profusamente ilustrado, a cores
Encadernação: Encadernação editorial
Idioma: Português
Nº de volumes: 33 volumes
Nº de Páginas:  
Dimensões: 21 cm x 30,5 cm
Peso: 
Estado de conservação: Bons exemplares, muito estimados
 
Preço:  330,00 €  - (33 volumes)
Referência: 2510003

Sinopse: Coleção completa do Jornal da BD, de 1980 a 1987, 33 volumes.

Uma coleção de grande interesse no cenário nacional no que respeita a Banda Desenhada, pela quantidade, qualidade e diversidade elevada das séries e dos autores publicados, bem como pelo extenso material inédito (até hoje) em álbum em Portugal.

domingo, 19 de outubro de 2025

António Borges Coelho (1928-2025)

Morreu o importante e marcante historiador António Borges Coelho que o fascismo não vergou, tinha 97 anos. Formado em História, dedicou-se também ao ensino na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi opositor do regime do Estado Novo, tendo sido militante do Partido Comunista durante a ditadura. Por esse motivo, foi preso político e impedido de dar aulas até ao 25 de Abril.

Biografia

"António Borges Coelho nasceu em Murça (Vila Real), a 7 de outubro de 1928. Decidido a ser frade franciscano, entrou para o seminário de onde acabaria por ser expulso.

No final da década de 1940 entra na Faculdade de Direito Lisboa, mas abandona os estudos para dedicar-se exclusivamente à política. Em 1949 integra o Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil e, depois, o Partido Comunista Português (PCP). A 3 de janeiro de 1956, já como dirigente do PCP na clandestinidade, é preso pela PIDE, recolhendo à cadeia do Aljube. Seguirá para Caxias e para a delegação da PIDE no Porto. Julgado em junho de 1957, condenado a dois anos e nove meses de prisão, segue para a prisão de Peniche e terminada a pena é sujeito a medidas de segurança. Durante a prisão em Peniche, casa com Isaura Silva, em 1959. Um ano depois, Borges Coelho opta por não integrar a fuga de Peniche de vários dirigentes do PCP. Recusava nova clandestinidade e pretendia dedicar-se a uma carreira como historiador após a libertação. Seria, no entanto, castigado e enviado para o Aljube, onde é submetido à tortura da estátua e a seis meses de isolamento. Regressado a Peniche, dedica-se ao trabalho de escrita histórica. Em 1962 ser-lhe-ia concedida liberdade condicional por um período de cinco anos. Em 1967 conclui a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Lisboa. Em 1968 tornou-se jornalista, n’ A Capital. Trabalhou também no Diário de Lisboa, Diário Popular, Vértice ou Seara Nova. Catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa publicou obras como As Raízes da expansão Portuguesa, A Revolução de 1383, Questionar a História, A Inquisição em Évora (1987) e vários volumes da História de Portugal.

Sócio fundador do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM), foi até 2020 presidente do Conselho Consultivo do Museu do Aljube, com quem colabora desde o seu início. Em 1999, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada, em 2018 com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e em 2019 foi-lhe atribuída pelo Governo a Medalha de Mérito Cultural."

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Oito Séculos de Caça em Portugal

Título: Oito Séculos de Caça em Portugal
Autores: Miguel Sanches de Baêna, João Maria Bravo
Editor: Grupo BPI
Edição: Primeira edição - Edição Monumental
Ano: 
Tiragem: 3500 exemplares
Ilustrações: Profusamente ilustrado
Encadernação: Encadernação editorial com sobrecapa
Idioma: Português
Nº de Páginas: 290-II páginas
Dimensões: 35 cm x 27 cm x 4cm
Peso: 3000 gramas (3 Kg.)
Estado de conservação: Bom, exemplar muito estimado
 
Preço:  450,00 € + portes de envio
Referência: 2510002

Sinopse: Magnifica edição monumental, impressa em exclusivo para o B.P.I. fora do circuito comercial. Profusamente ilustrado abrange todas as modalidades de caça, armas, cães de caça, joalharia etc, um inventário da atividade cinegética realizado por quem conhece com profundidade e dedicação.

Do índice: Montaria; Falcoaria; O Cão de Caça; Armas de Caça; A Caça à Raposa a Cavalo com Matilha; A Caça Ligeira; Caçadas e Caçadores - memórias de caça; Armas e Caça na África 

domingo, 12 de outubro de 2025

Poesias

Título: Poesias
Editor: Casa de A. R. da Cruz Coutinho, Editor - Porto
Edição: 6ª edição
Ano: 1875
Encadernação: Capa dura, ferros a ouro apagados
Idioma: Português
Nº de Páginas: 214 páginas
Dimensões: In-8º - 13 cm x 20 cm 
Estado de conservação: Bom, capa cansada com letras a ouro apagadas, miolo limpo

Preço:  23,00 € + portes de envio
Referência: 2510001

Sinopse: “No ano de 1855, António Soares de Passos, poeta lusitano, publicava a sua primeira e única coletânea de versos intitulada Poesias.  Sem símiles no período em que fora escrita, a obra — ambientada a meio de túmulos e lousas de pátina nuança e a paisagens outonais de funda melancolia — se apresenta como um verdadeiro epitáfio no contexto literário da época.

Nascido em 21 de novembro de 1826, na cidade do Porto, filho da pequena burguesia liberal, Soares de Passos, aos vinte anos de idade, partiu para Coimbra, onde começou a escrever e onde fundou o jornal literário O Novo Trovador, para o qual colaboraram diversos poetas da segunda geração romântica de Portugal.

Sua poesia, inscrita na atmosfera de seu tempo, imersa no ideário ultra-rromântico, paira sobre uma temática simultaneamente sombria e reivindicativa. Reivindicativa porque, ao lado de uma lírica ultra-romântica, apresenta também textos de protesto, que advogam valores de progresso e liberdade (...)”  Gleiton Lentz

Soares de Passos

 
Vai alta a lua! na mansão da morte
Já meia-noite com vagar soou;
Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte
Só tem descanso quem ali baixou.
 
Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe
Funérea campa com fragor rangeu;
Branco fantasma semelhante a um monge,
D'entre os sepulcros a cabeça ergueu.
 
Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cipreste,
O mocho pia na marmórea cruz.
 
Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto
Olhou em roda... não achou ninguém...
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.
 
Chegando perto duma cruz alçada,
Que entre ciprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se e com a voz magoada
Os ecos tristes acordou assim:
 
"Mulher formosa, que adorei na vida,
"E que na tumba não cessei d'amar,
"Por que atraiçoas, desleal, mentida,
"O amor eterno que te ouvi jurar?
"Amor! engano que na campa finda,
"Que a morte despe da ilusão falaz:
"Quem d'entre os vivos se lembrara ainda
"Do pobre morto que na terra jaz?
 
"Abandonado neste chão repousa
"Há já três dias, e não vens aqui...
"Ai, quão pesada me tem sido a lousa
"Sobre este peito que bateu por ti!
 
"Ai, quão pesada me tem sido!" e em meio,
A fronte exausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.
 
"Talvez que rindo dos protestos nossos,
"Gozes com outro d'infernal prazer;
"E o olvido cobrirá meus ossos
"Na fria terra sem vingança ter!
 
– "Oh nunca, nunca!" de saudade infinda
Responde um eco suspirando além...
– "Oh nunca, nunca!" repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.
Cobrem-lhe as formas divinas, airosas,
Longas roupagens de nevada cor;
Singela c'roa de virgínias rosas
Lhe cerca a fronte dum mortal palor.
 
"Não, não perdeste meu amor jurado:
"Vês este peito? reina a morte aqui...
"É já sem forças, ai de mim, gelado,
"Mas inda pulsa com amor por ti.
 
"Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
"Da sepultura, sucumbindo à dor:
"Deixei a vida... que importava o mundo,
"O mundo em trevas sem a luz do amor?
"Saudosa ao longe vês no céu a lua?
– "Oh vejo sim... recordação fatal!
– "Foi à luz dela que jurei ser tua
"Durante a vida, e na mansão final.
 
"Oh vem! se nunca te cingi ao peito,
"Hoje o sepulcro nos reúne enfim...
"Quero o repouso de teu frio leito,
"Quero-te unido para sempre a mim!"
 
E ao som dos pios do cantor funéreo,
E à luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério

Foi celebrada, d'infeliz amor.
 
Quando risonho despontava o dia,
Já desse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.
 
Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dois esqueletos, um ao outro unido,
Foram achados num sepulcro só.

Inscrição à entrada do Cemitério da Lapa (Porto)
da autoria de Soares de Passos (1826-1860).